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21 July, 2012

A Família Veio Visitar

Eu acho que nunca aqui falei da Cynthia Rylant e a verdade é que eu gosto muito dos livros da Cynthia Rylant. Como este, que fala de uma família que vem muito longe passar o Verão com o resto da família (ui, tanta repetição). Os desenhos são parte do encanto do livro e foram feitos pelo Stephen Gammell.
(Para fotos não desfocadas, vejam aqui)





16 April, 2012

Quem me dera

Quem Me Dera era o título de um dos livros preferidos da minha infância e que encontrei esta semana, por acaso. Tão velho e tão riscado, mas exactamente como me lembrava. Quem me dera ser grande, quem me dera ser pequenino, quem me dera ser mágico, imaginava o rapaz que contava o texto. Quem me dera ser invisível era na altura, e ainda hoje, a minha preferida.

Deslumbramento

São dois jovens que sonham viver na capital, tornarem-se cavalheiros e que recebem inesperadamente ajuda económica para concretizar os seus sonhos. Partem cheios de esperança e deslumbramento. Um vai para Londres -  Philip Pirrip ou Pip de Great Expectations de Charles Dickens escrito em 1860/61- o outro para Lisboa - Artur Corvelo de A Capital de Eça de Queirós, livro escrito em Inglaterra no período entre 1874/78. É o paralelismo possível para dois livros que depois se revelam tão diferentes. Ambos bons para a colecção Primavera/Verão 2012 - temporada de crise.

12 April, 2012

Lançamento

E depois de ter estado em destaque neste blog, chegou a altura de vos convidar para o lançamento de Quando a Mãe Era Pequena. Gostava muito de vos ver por lá. Mesmo.

04 April, 2012

Talentos

Estamos neste ponto de mimo: a nossa infância tinha prometido um futuro glorioso - seríamos grandes bailarinos, extraordinários pintores, políticos marcantes, actores em Hollywood. Crescemos e as coisas não foram bem assim. Precisamos então de um livro que nos assegure que apesar de tudo somos bons em alguma coisa, por mais insignificante que seja. Como eu que sou boa a fazer arroz de tomate, a descobrir informação na internet ou a fixar os dias de aniversário das outras pessoas. Verdade, ainda hoje sei de cor o dia de anos de muitos dos meus colegas da primária. Podíamos considerar isto uma espécie de psicose, mas é mais bonito chamar-lhe uma thing that I'm good at. (Post roubado a este blog)

15 March, 2012

Para entreter

Christopher Hitchens escreve com sentido de show biz. Lê-lo é como ver um filme divertido sobre uma temática séria, porque o seu estilo escolhe a provocação em detrimento do estudo aprofundado das temáticas. Enquanto leitores oscilamos entre o "concordo sem reservas" e "discordo totalmente" de parágrafo para parágrafo. Mas, pelo meio, diz tanta coisa acertada. Assim, muito do que ele escreve pode reter-se para repetir em ocasiões sociais em que se pretende criar discussão (jantares chatos ou almoços de baptizados, por exemplo). 
(Em português: Deus Não é Grande da D. Quixote. Tradução fraquinha)


09 March, 2012

Nuno e Carolina

Os mais bonitos livros da minha infância: a série Nuno e Carolina da autora japonesa radicada em França Satomi Ichikawa. Em baixo, as capas das edições francesas de Nuno e Carolina no Mercado e Nuno e Carolina dão a volta ao Mundo. Cá em casa tenho ainda - a desfazerem-se - Nuno e Carolina no JardimNuno e Carolina e o Circo Infantil e Nuno e Carolina no Jardim Zoológico. (Reparem no balão que a Carolina segura na primeira capa. Bonito, não é?)

27 February, 2012

Liza Lou

Nas histórias infantis, é difícil encontrar uma menina mais esperta que Liza Lou, que dá a volta a bruxas, monstros e fantasmas. Girl power a sério e com sentido de humor, cortesia de Mercer Mayer.



21 February, 2012

A Corte Faustosa

Com os primeiros anos da especiaria houve uma aura passageira de riqueza, mas as transformações que em consequência dela se registaram foram definitivas. A corte de Lisboa passou a ser faustosa e numerosa. A importância social dos nobres passou a medir-se pelo estado que alardeava, isto é, pelo trem de vida que podia exibir. Os grandes nobres esforçavam-se por manter pequenas cortes pessoais, consumindo nisso mais do que tinham.

Isto é o comentário sem "paninhos quentes" de José Hermano Saraiva ao Portugal dos Descobrimentos. Ler aquilo que fomos é perceber melhor o país que somos hoje. A época mais gloriosa da nossa História foi também o tempo em que as ideias pararam debaixo da força da Inquisição, em que a burguesia era asfixiada pelo aparelho do Estado, em que se importava tudo e se ignorava que também era preciso produzir localmente. O país virava-se para o mar e esquecia-se de si próprio. Leitura obrigatória.

09 February, 2012

Esporadicamente Útil

Alain de Botton escreveu Religion for Atheistsa non-believer's guide to the uses of religion, livro que eu não li. Nele defende que, apesar da falta de crença, os ateus devem incorporar na sua vida alguns dos preceitos e regras defendidos pela religião. Assim, mesmo para não-crentes, a religião pode ser "sporadically useful, interesting and consoling". Mais uma vez, eu não li o livro, mas esta coisa da religião ser esporadicamente útil, é interessante. Por exemplo, um estrangeiro que olhe para os quase 90% de católicos declarados no nosso país é capaz de nos achar um povo muito religioso. Mas, quem vá a uma igreja católica ao domingo percebe que não é bem assim (excepção feita às missas festivas, mas isso são festas no fim de contas). Afinal, apenas 22% da população vai à missa (os tais católicos praticantes), os restantes frequentam a igreja apenas durante casamentos, baptizados e funerais. Somos então, se calhar, já esses ateus para quem a religião é esporadicamente útil.





04 February, 2012

Céu Nublado com Hipótese de Almôndegas

Tudo começou num Sábado de manhã na cozinha e com panquecas. Aqui ficam algumas ilustrações de Cloudy With A Chance of Meatballs, o livro infantil de 1978, que conta a história da cidade onde a comida caía do ceú. Eu sei, eu sei, é uma ideia maravilhosa. (não confundir com o filme recente com o mesmo título, que era baseado neste conceito, mas cuja concretização não foi a melhor).

25 January, 2012

13 January, 2012

Portugal medieval

José Mattoso é uma rock star. Depois de ler os seus ensaios sobre as cantigas de amor, amigo, escárnio e mal-dizer, nunca mais vou olhar para Portugal medieval da mesma forma. Naquele Tempo é um livro maravilhoso e lê-lo equivale, vá, a fazer um terço de uma licenciatura. Sai barato, portanto.
(e, já agora, recomendo também esta entrevista)

05 January, 2012

Sybille von Olfers

Sibylle von Olfers nasceu na Prússia em 1881 e cresceu num castelo daqueles de contos de fadas rodeada pela sua numerosa família. Era uma criança sensível, inteligente e cedo revelou propensão para as artes. Era também muito bonita e teve inúmeros pretendentes que rejeitou, para ingressar num convento aos 25 anos. Mas a razão porque falo dela, é pelos livros infantis que escreveu. Poucos, creio que apenas meia-dúzia, porque aos 34 anos morreu de uma infecção pulmonar. Aqui fica o link para The Story of The Snow Children, um dos seus livros mais bonitos e mais conhecidos.

20 December, 2011

O Natal do Peter e da Lotta

Este é o Natal do Peter e da Lotta em casa da Tia Verde, da Tia Castanha e da Tia Lavanda. É um livro de Elsa Beskow que se passa na Suécia do início do século XX, antes do Pai Natal.

19 December, 2011

Enigma

Li o Catch-22 quando tinha 22 anos. Tenho a certeza deste facto, porque escrevo o nome e o ano na primeira página de todos os meus livros e assim sei sempre a sua data de consumo. Quando o terminei, disse maravilhada que era "o melhor livro de sempre". Na verdade, nunca o reli. Posto isto, a minha questão é: podemos considerar um livro que nunca tivemos vontade de reler "o melhor livro de sempre"? Porque se assim fosse, não teria eu tido já vontade de lhe pegar outra vez?
(De qualquer forma, é um livro extraordinário. Tem frases assim: The Texan turned out to be good-natured, generous and likable. In three days no one could stand him. ).

25 November, 2011

Bento, Baruch, Benedictus

Quando decidi estudar Ciências da Religião, muitos pensaram que eu tinha visto “a luz” ou que me queria tornar freira. Mas, na realidade, não existe nada menos espiritual que estudar religião. Estudá-la é reconhecer que é impossível compreender, tanto do ponto de vista das ciências sociais, como das ciências exactas, os séculos que nos antecederam. Até à Idade Moderna toda a produção artística, filosófica e literária ocidental se posicionava dentro do paradigma religioso. E, na Idade Moderna, a fragmentação dos campos de conhecimento e o avanço das ciências naturais faz-se precisamente contra esse mesmo paradigma. A religião era (é?) o Outro contra o qual as áreas científicas e artísticas tinham que se afirmar.
Tudo isto a propósito de Espinoza, um homem notável, descendente de uma família de judeus sefarditas da Vidigueira e que tinha três nome próprios: era Bento em português, Baruch em hebraico, Benedictus em latim. Como gostaria que lhe chamassem no dia a dia?
Em baixo, a cópia da capa do seu Tratado Teológico-Politico publicado anonimamente em 1670, onde expõe ideias revolucionárias sobre a religião. Nele rejeita, por exemplo, a hipótese que Moisés tenha sido o autor dos primeiros cinco livros da Bíblia. Defende que estes eram resultado da compilação do trabalho de vários autores, pondo em causa a ideia de “revelação” do texto sagrado. Mas Espinoza vai mais longe criticando todas as formas de religião organizada e defendendo a análise da mesma pela razão e não apenas pela fé. Muito à frente.

05 November, 2011

Sapos Voadores

Tuesday é um livro para crianças de David Wiesner. Quase não tem texto e descreve através de ilustrações muito divertidas uma noite de terça-feira em que um grupo de sapos começa inexplicavelmente a voar e invade uma pequena cidade. (Porque os livros para crianças não tem que ser sempre sobre ursos fofinhos e meninos bem-comportados).

01 November, 2011

31 October, 2011

Livro de Cabeceira

Sei Shonagon foi cortesã ao serviço da Imperatriz Teishi no século X. O Livro de Cabeceira de Sei Shonagon é uma obra deliciosa que consiste na compilação de pequenos episódios sobre a sua vida na corte japonesa há mil anos: poemas, listas, momentos, etc.
(Em baixo: retrato de Sei Shonagon do século XIX da autoria de Utagawa Kunisada)
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