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06 February, 2012

Projecto 4 - Alex D'Alva Teixeira

A coisa gira de ter um blogue é poder (também) dar espaço a pessoas que admiro. Assim, todas as segundas-feiras o Menina Rapaz abriu a porta e desafiou alguém a escolher 4 coisas que o inspiram. 
Mas, este será por agora o último Projecto 4. Se quiserem revisitar as escolhas dos 34 convidados que fizeram o obséquio de responder ao meu apelo desesperado e que são as pessoas mais fixes que por aí andam cliquem aqui. Entretanto, cá estão eles por ordem cronológica: Margarida Teixeira, Lina Santos, Luísa Barbosa, João Miguel Tavares, Samuel Úria, Annalisa Capriuolo, João Tordo, Margarida Moura, Diogo Dias, Márcia, Carolina Flores, Maria João Lourenço, Hugo Gonçalves, Ana Bacalhau, Carmo Loureiro, David Fonseca, Carla Hilário Quevedo, Ana Serafim, Hélio Morais, Artur In The Woods, Raquel Bulha, Sílvia Alberto, Adriana Boiça Silva, Rita Redshoes, Teresa Tavares, Diego Armés, Samuel Cruz, Catarina Campinas Furtado, João Pedro da Costa, Inês Nogueira, Katrin Kaasa, Cristina Morais, Ana Félix. Muito, muito obrigada a todos mais uma vez. E, para a semana, haverá novidades aqui pelo Menina Rapaz.

Então, sem mais demora, o último convidado desta série é o Alex D'Alva Teixeira, autor da power song que me pôs a correr no início deste Outono. Chama-se Barulho é, sem dúvida, uma das minhas faixas de 2011. Ide ouvir, se faz favor. Como já perceberam, o Alex é músico, mas também designer. Parece respirar a arte desde que se lembra de existir. Sempre deu por si a trautear melodias e a inventar novas canções como se de uma segunda natureza se tratasse, diz a sua apresentação oficial. Caso queiram conhecê-lo melhor aqui fica a sua página de facebook e o seu blog. Passem por lá. Foi dificil escolher, mas cá vai, disse ele sobre as quatro coisas que o inspiram. Ora vejam.














1.Música
Para mim a música é tudo (tal como a canção das CSS descreve). É obviamente uma das coisas mais importantes na minha vida, tão essencial como respirar. Muitas das vezes acaba por ser aquele elemento tão simples que faz toda a diferença para mudar um certo estado de espírito ou um ambiente, faz o tempo passar mais depressa ou até pode ter o efeito contrário. Acho que a música consegue ter uma função de elo de ligação entre diversas formas de expressão tendo influência sobre todos os nossos sentidos.

2.Arte
Na minha actividade profissional enquanto designer sou desafiado a olhar para o mundo numa perspectiva diferente, e deparo-me com o facto de a arte estar presente em todo o lugar. Há coisas que podem mudar a nossa perspectiva de olhar o mundo. Adoro a forma como a arte me faz repensar os conceitos de beleza e até mesmo os nossos comportamentos. Ainda hoje acho fascinante a forma como Marcel Duchamp “mudou o jogo”, colocando em causa conceitos simples como a intencionalidade, e jamais esquecerei o impacto que uma exposição de Marcel·lí Antúnez Roca teve na minha vida, pois quando saí da galeria já não era o mesmo rapaz. A arte em esse poder.


3.Pessoas
Acho que é um cliché dizer que “gosto muito de observar pessoas”. Quer queiramos quer não, somos influência uns para os outros, e todos nós vivemos em função de outras pessoas (mesmo que o façamos involuntariamente). Esta até pode ser talvez a coisa mais importante nesta lista, visto que há pessoas que não nos conhecem mas que tomam decisões importantes que podem ter um grande impacto nas nossas vidas. Dou imensa importância à minha família, aos meus amigos e ao meu próximo. Acredito que a forma como co-habitamos e interagimos é uma das formas mais fáceis de obter inspiração, mas não é por isso que deixa de ser interessante.


4. Bíblia
O impacto que a interpretação de um livro tem sobre a sociedade cativa-me bastante. Eu não leio muito, mas não é uma questão de preguiça, apenas tenho dificuldade em encontrar livros que me mantenham interessado. Destaco este livro em particular porque se renova, pode ser lido vezes sem conta e posso aprender imensas coisas diferentes. A cima de tudo considero um livro que me desafia bastante intelectualmente. Encontro respostas que me levam a outras questões e gosto disso. Cresci a ler a tradução de João Ferreira de Almeida e noto que me ajudou bastante a aprender palavras e fonemas que considero interessantes.

30 January, 2012

Projecto 4 - Ana Félix

A coisa gira de ter um blogue é poder (também) dar espaço a pessoas que admiro. Assim, todas as segundas-feiras o Menina Rapaz abre a porta e desafia alguém a escolher 4 coisas que o inspiram.

A convidada desta semana é a Ana Félix, que conheci porque um amigo em comum achava que a música Girls Like You dos The Naked and Famous assentava às duas como uma luva (Don’t you know people write songs about girls like you? diz a letra). True story. A Ana é produtora na Antena 3 e as produtoras, como todos sabem, "fazem coisas". Ora escreve nos sites, ora sai em reportagem, ora toma conta do facebook. Desde Setembro está também com a Prova Oral. E tem um blogue cheio de textos bonitos que gosto muito de visitar e que podem ver aqui. Entretanto, cá ficam - em letras minúsculas - as quatro coisas que a inspiram.





1. a música
por todas as razões e mais algumas. ao adormecer. ao acordar. quando escrevo ou enquanto trabalho. durante o jogging. no volume máximo. a acompanhar aquele grande momento num filme. mas sobretudo ao vivo. sob a forma de bilhete ou disco. no natal, no aniversário. mais ainda se for de surpresa. não há outra qualquer coisa que me satisfaça, me preencha, que me entusiasme e me faça sentir como ela faz. um vício bom que materializando ultimamente se chama winterlies dos portugueses best youth. 
2. as pessoas
as que sentem e sabem ser. as que com pouco fazem a diferença. e me ensinam a dar o melhor. as que me sorriem na rua sem as conhecer. as de todos os dias. as minhas.
3. o amor
sou a maior fã deste lugar. de todas as maneiras e feitios. em todos os estados e condições. o dos outros e o meu.
4. a rádio
é o último mas o que condensa todos os outros pontos. tem música, gente dentro e é um dos meus grandes amores. o meio de comunicação mais honesto e o que ainda garante o poder de imaginar. vive de vozes e de histórias. o meu trabalho. a minha convicção. trabalho no meu sonho e ainda me pagam por isso. melhor? impossível. 

23 January, 2012

Projecto 4 - Cristina Morais

A coisa gira de ter um blogue é poder (também) dar espaço a pessoas que admiro. Assim, todas as segundas-feiras o Menina Rapaz abre a porta e desafia alguém a escolher 4 coisas que o inspiram.

A convidada desta semana é a Cristina Morais, que me escreveu dizendo: Sou uma leitora assídua do teu blog (chamo-me Cristina, sou designer e vivo em Viseu!), que conheci recentemente através do Raparigas Como Nós. Identifico-me muito com tudo, e gostava de participar no teu Projecto 4, se achares que tenho perfil, contacta-me, podes conhecer um bocadinho de mim e dos meus gostos no meu blogEste é um email um bocado corado, mas quem não procura também não acha, não é? Por isso vou carregar no send. Que bem. É isso mesmo. A Cristina procurou e esta semana o Projecto 4 é dela.





















1. Deus










2. Vozes Melancólicas
(Andrew Bird, Bon Iver, Dan Mangan ou James Blake)


3. Paisagens Rurais
(sobreposição de duas imagens da Alice Bernardo)


4. Simplicidade 
(as peças de Jil Sander, uma cadeira do Jasper Morrison, o designer Josef Muller-Brockmann, ou embalagens b&w - a água e o creme que vêm dos antípodas)

16 January, 2012

Projecto 4 - Katrin Kaasa

A coisa gira de ter um blogue é poder (também) dar espaço a pessoas que admiro. Assim, todas as segundas-feiras o Menina Rapaz abre a porta e desafia alguém a escolher 4 coisas que o inspiram.

A convidada desta semana é a Katrin Kaasa, que conheço por ter sido minha professora de norueguês. Verdade. Eu tinha voltado de um ano de estudos na Escandinávia quando a senhora do supermercado me disse que a sua vizinha era norueguesa e tinha uma filha que, talvez, me pudesse dar explicações. E assim foi. O problema é que eu e a Katrin ficámos amigas e dada altura o tempo de aula era gasto a conversar sobre namorados e música. Em português. A Katrin mora em Lisboa desde os 10 anos e é actriz, uma excelente actriz por sinal. Se quiserem saber o que tem feito, então cliquem aqui. Porque é minha amiga (já tinha dito isto?) foi das primeiras pessoas a ser convidada para o Projecto 4, mas só agora apresento as quatro coisas que a inspiram.


























1. Meco

2. O rio Mekong

3. O tártaro de salmão do Duarte






































4. The Black Keys, The Only One

09 January, 2012

Projecto 4 - Inês Nogueira

A coisa gira de ter um blogue é poder (também) dar espaço a pessoas que admiro. Assim, todas as segundas-feiras o Menina Rapaz abre a porta e desafia alguém a escolher 4 coisas que o inspiram.

Fez parte das minhas resoluções de ano novo trazer mais bloggers ao Projecto 4 e, por isso, a convidada de hoje é a Inês Nogueira. É a autora do Caderno Branco, um belíssimo blogue que é o suporte que encontrou para “agregar muitas das coisas que me interessam na vida”. Lá encontram design, tecidos, família e lindas fotografias. A Inês é de Lisboa, designer de formação e tem duas filhas. Sobre este desafio diz que “afinal até foi fácil eleger quatro coisas que me inspiram”. Vejam em baixo as espectaculares imagens que enviou para ilustrar as suas escolhas.


















1. Mudar de casa
Há poucas coisas que me inspirem e me entusiasmem mais do que mudar de casa. Já o fiz umas doze vezes (ou treze... já não tenho paciência para contar). A perspectiva de transformar um espaço, de recomeçar do zero, de deitar fora o que está a mais e voltar (quase) ao princípio, enche-me de uma alegria de criança. Uma casa vazia, de preferência antiga e de paredes brancas, faz-me esquecer a trabalheira que é uma mudança. Adoro recomeços.
2. Acordar cedo
Foi uma das grandes mudanças que me trouxe a maternidade. A obrigação de acordar cedo, que eu achava uma chatice, passou a ser um prazer. Acordo cheia de energia e adoro a perspectiva de um dia inteirinho à minha frente. Imagino sempre que vou fazer umas cinquenta coisas, mesmo que já saiba que os dias não chegam para tudo. As manhãs são o tempo da grande esperança, em que é possível acreditar que tudo irá resolver-se e correr bem.
3. Cozinhar com quase nada
Parece um disparate, mas a verdade é que é quando tenho o frigorífico quase vazio que sou mais criativa a cozinhar. Quando faço um jantar apetitoso que põe toda a gente de boca aberta por ter sido feito com um resto de alface, dois ovos e três ervilhas (enfim, passo o exagero) sinto-me uma chef de renome internacional. É também por isso que admiro tanto a comida do Alentejo — manjares dos deuses feitos com pouco mais que pão duro, azeite e alho.





4. Ouvir as minhas filhas falarem francês
Ouvi-las falar outra língua para além da materna é como ver-lhes nos braços umas asas que lhes permitirão voar para onde mais lhes apetecer. Como se o horizonte se alargasse e elas tivessem a possibilidade maior de se tornarem verdadeiras cidadãs do mundo.



















02 January, 2012

Projecto 4 - João Pedro da Costa

A coisa gira de ter um blogue é poder (também) dar espaço a pessoas que admiro. Assim, todas as segundas-feiras o Menina Rapaz abre a porta e desafia alguém a escolher 4 coisas que o inspiram.

O convidado de hoje é o João Pedro da Costa, que o Facebook me diz ser bolseiro da Fundação para a Ciência e Tecnologia. É verdade - todos sabemos que as redes sociais não mentem - está a fazer um doutoramento que mistura novas tecnologias e videoclips. Mas, antes disso, foi meu colega na MTV onde fazíamos o programa mais fixe de sempre: o Brand:New, precisamente sobre novos vídeos musicais. É preciso dizer que, nesses tempos, andámos muito à tareia e que foi no meio dessa picardia que aprendi a gostar de música "esquisita", a.k.a. alternativa. Como esta ou esta, que o João garantia sempre, com o seu sotaque tripeiro, serem "ma-ra-vi-lho-sas". E eram mesmo. Ainda escreve sobre música e, por isso, recomendo-vos vivamente o blogue dele. E sim, gostei de todos os Projecto 4. Mas este é muito especial. Vejam porquê.



























1. Criatividade
O termo não fazia parte do léxico da Grécia Antiga (cujos filósofos postulavam a descoberta através da imitação); o Cristianismo elegeu-o como produto da inspiração divina; o Renascimento como fruto do talento individual; o Iluminismo como um filho da Imaginação; o Romantismo como manifestação do génio egocêntrico; Edgar Allen Poe como o resultado de uma percentagem considerável de transpiração; e o séc. XX (para o logro de inúmeros profissionais de marketing) como um fenómeno supostamente passível de ser analisado, quantificado e, mais grave ainda, metodicamente emulado. Para mim, a criatividade continua a ser o maior dos mistérios: a indelével diferença que separa o dois da soma de duas unidades, o “golpe de asa” de que falava Mário-Sá Carneiro, o quantum leap que teima em fintar a ciência, apesar de os seus discípulos dela se alimentarem constantemente. Mas a criatividade é, sobretudo, e pelo menos para mim, a genuína irmandade que me une à espécie humana. Das elipses gravitacionais de Kepler a um quadro de Matisse, do esforço que inúmeras famílias fazem para conseguir pagar as contas ao fim do mês àquele ingrediente subtil e secreto que faz das saladas da minha mãe a mais misteriosa das iguarias – também eu me sei humano devido a este ímpeto comum que nos faz, por brevíssimos momentos, levantar os pés da terra. A criatividade é o inverso da gravidade. Até porque, contrariamente a esta, não se deixa reger por nenhuma lei.












2. Abdução
Se partir do particular para o geral (indução) ou do geral para o particular (dedução) são conceitos que aprendemos a dominar e a usar desde a mais tenra idade, a abdução é outra fruta bem mais densa. Charles Sanders Pierce definiu-a com um tipo nebuloso de inferência: abduzir A a partir de B, implica determinar que A é suficiente (mas não imprescindível) para que B aconteça. No fundo, a abdução, apesar da sua ampla utilização em áreas que vão do cálculo probabilístico à inteligência artificial, nada mais é do que a tentativa de incluir a criatividade no domínio da lógica. O esforço é louvável, mas os resultados analíticos não me convencem por aí além, na medida em que qualquer definição filosófica da abdução não consegue resgatar o termo do seu estatuto de arte da adivinhação. E é precisamente esta intangibilidade que torna tão fascinante a capacidade abdutiva de uma vasta galeria de personagens que vai do Sherlock Holmes ao Dr. House, passando por figuras tão marcantes da minha adolescência como a Miss Marple, o Jules Maigret ou o insuperável Isidro Parodi.












3. Pensamento lateral
Se alguma vez participaram numa reunião cuja agenda de trabalho incluía o título pomposo de brainstorming, então já sentiram na pele os crimes tenebrosos que se cometem em nome do pensamento lateral. O termo (lateral thinking), apesar de ter as costas largas, foi cunhado por um cromo chamado Cherry Thomas (Tó Cereja para os amigos) e é uma espécie de abdução de colarinho branco, uma fórmula de cabelo desgrenhado que emana uma fragrância de ginásio e Old Spice com um travo a menta e nicotina, um conceito que tanto alterna tailleurs da Gucci com vestidos da Desigual como sapatos Oxford com sapatilhas da Nike, e que pode ser encontrado um pouco por todos os escritórios onde se aglomeram indivíduos de nariz mais ou menos empinado que se movimentam no famigerado “mercado de trabalho”. Enquanto que a abdução é um logro disfarçado de epistemologia, o pensamento lateral é bem mais modesto e, na maioria dos casos, não passa de um instrumento eficaz utilizado pelos superiores hierárquicos para se apropriarem da criatividade subalterna e alheia.
















4. Estratégias oblíquas
As Estratégias Oblíquas (Oblique Strategies) são um baralho de cartas criado por Brian Eno e Peter Schmidt publicado pela primeira vez em 1975. Tomei conhecimento do mesmo em 2005 através da dica de um bacano chamado Frederico Sacramento e sou há 5 anos o legítimo proprietário de um exemplar que me foi gentilmente oferecido por outro encanto de pessoa que se dá pelo nome de Giada Monachino (vale sempre a pena ter amigos). Cada carta das Estratégias Oblíquas possui uma frase com uma indicação mais ou menos críptica ou ambígua e a ideia consiste em tirar à sorte uma carta do baralho sempre que nos encontramos perante um dilema ou uma dificuldade para depois aplicar o conselho da carta escolhida na sua resolução. No fundo, as Estratégias Oblíquas pretendem ser, à semelhança da abdução e do pensamento lateral, uma ferramenta para despoletar ou desbloquear um processo criativo. No entanto, este baralho de cartas possui, pela minha modesta experiência, duas grandes vantagens em relação aos conceitos da abdução e do pensamento lateral: por um lado, é tangível («o tacto é o mais nobre dos sentidos», Vergílio Ferreira dixit); e, por outro, funciona mesmo. Querem uma prova? Quando há minutos me sentei para escrever este Projecto 4 e não fazia a mínima ideia de como iria abordar o tema que entretanto tinha escolhido, resolvi pegar nas minhas Estratégias Oblíquas e tirar uma carta à sorte, no verso da qual se podia ler:

























Foi o que fiz, até porque, como com certeza já terão percebido, não existe forma mais eficaz de enfatizarmos as nossas próprias falhas do que correr o risco de criar ou de fazer algo, que, não por acaso, em Grego antigo (poiein), também significa escrever.

26 December, 2011

Projecto 4 - Uma Espécie de Best of

A coisa gira de ter um blogue é poder (também) dar espaço a pessoas que admiro. Assim, todas as segundas-feiras ao longo de 30 semanas, o Menina Rapaz abriu a porta e desafiou alguém a escolher 4 coisas que o inspiram. Hoje a convidada sou eu, que selecciono 10 coisas que gostei muito, de entre as propostas dos meus convidados. Ora vejam.

1. Esta música, escolhida pelo Samuel Úria.


2. Este filme, escolhido pelo João Tordo


3. Estas escadas em Miami, escolhidas pela Lina Santos
4. Este momento do filme Romeu + Julieta, escolhido pelo João Miguel Tavares
5. Esta bicicleta, escolhida pelo David Fonseca

















6. Esta dança, escolhida pela Carla Hilário Quevedo.


7. Esta revista para crianças, escolhida pela Ana Serafim.


8. Esta fotografia, escolhida pela Teresa Tavares.
9. Os bilhetes para a Luz do Diego Armés.



























10. A crise, vista pela Raquel Bulha.

19 December, 2011

Projecto 4 - Catarina Campinas Furtado

A coisa gira de ter um blogue é poder (também) dar espaço a pessoas que admiro. Assim, todas as segundas-feiras o Menina Rapaz abre a porta e desafia alguém a escolher 4 coisas que o inspiram.

A convidada de hoje é a Catarina Campinas Furtado, que foi minha colega na infantil e escola primária. Ui, aos anos que isto foi. Vive na Holanda há 17 anos, mas diz "sou e serei sempre de Lisboa". Foi bailarina, é coreógrafa e professora de dança. "Trabalho no Hofplein Rotterdam, onde cerca de 4000 crianças e adolescentes partilham a sua paixão pelo palco". Há 3 anos que é mãe de um rapaz. "Quando o Midas dorme, gosto de ler, ouvir música e ver filmes, de me perder na internet e de fazer Ioga ou Aikido. E agora ando numa de querer cantar num coro. E adoro conversar! Porque continuo a mesma tagarela que era nos tempos em que eu e a Joana andávamos na classe da Lena". Que bom tê-la esta semana no Projecto 4.

1. Amigos
Os que estão (por) perto e os que estão mais longe. Perder-me-ia sem eles... Sei que soa lamechas, mas é mesmo verdade!



2. Crianças
Têm a capacidade inata de viver (no) Aqui e Agora e relembram-me a importância de saborear o momento presente. E de fazer disparates! É tão bom fazer disparates de vez em quando.
(em baixo: "O Midas a inspirar-me disparatando")

3. Beleza e Autenticidade
Estou convencida de que são inseparáveis. Em pequenas coincidências, no sorriso de um transeunte, num simples vestido ou nas mais variadas formas de Arte, quando se manifestam, fazem-no lado a lado...
(em baixo: O Beijo de Auguste Rodin)

4. Harmonia em movimento
Sejam bailarinos em palco, o organizado caos de um átrio de estação, as notas de uma música, versos de um poema ou esculturas inanimadas. O que transmite harmonia, move-se. E move-me. Para mim, tudo é (mu)dança.

12 December, 2011

Projecto 4 - Samuel Cruz

A coisa gira de ter um blogue é poder (também) dar espaço a pessoas que admiro. Assim, todas as segundas-feiras o Menina Rapaz abre a porta e desafia alguém a escolher 4 coisas que o inspiram.

O convidado de hoje é o Samuel Cruz, que podem já conhecer por ser colaborador especialíssimo das mixtapes Menina Rapaz. Para além de ter bom gosto musical, o Samuel é também um excelente colega. Trabalhou em algumas rádios locais como a RUC, depois na Media Capital Radios, escreveu para a DIF e fez locução de documentários. Actualmente é Assistente de Conteúdos na MTV Portugal (mas podia ser Editorial Masterchef ou Social Networks CEO). É de Coimbra, Lisboa é a sua segunda casa, "ou primeira, já não consigo distinguir". E agora aqui ficam 4 coisas que o inspiram.























1. Música
De a descobrir e de conversar sobre ela. Bernt Von Heiseler dizia que «assim é a música: ao te libertar prende-te ainda mais». Eu não diria melhor. Aqui vai uma das músicas que ando a ouvir em repeat:


2. Cinema
No grande ecrã. Sem pipocas. Aqui está o trailer de um dos meus filmes favoritos:



3. Rádio
Gosto da telefonia e de telefonias. O bichinho ainda está cá dentro.
4. Praia
De manhã, à tarde e ao final do dia. Sozinho ou acompanhado. Uma foto da praia da minha infância:

05 December, 2011

Projecto 4 - Diego Armés

A coisa gira de ter um blogue é poder (também) dar espaço a pessoas que admiro. Assim, todas as segundas-feiras o Menina Rapaz abre a porta e desafia alguém a escolher 4 coisas que o inspiram.

O convidado de hoje é o Diego Armés, que é meu amigo no facebook, mas que não conheço pessoalmente. No entanto, sei algumas coisas sobre ele. Sei, por exemplo, que é um grande benfiquista (e que até tem um blogue sobre isso), que faz parte da Feromona e que, recentemente, lançou um disco a solo pela Chifre, uma editora independente cheia de pinta que vos convido a conhecer. Se estão em Lisboa por estes dias e querem ouvir as Canções para Senhoras do Diego façam-no já no dia 8 de Dezembro (feriado) na Ler Devagar da Lx Factory. E só mais uma coisa: vejam também o bonito vídeo do primeiro single clicando neste link. Que bem. E agora aqui ficam 4 coisas que o inspiram.

1- Escritores que não levam a vida demasiado a sério
2- Ir à Luz, local de contemplação e catarse
























3- “Obviously, you’re not a golfer”. The Dude, the one and only. 


















4 - O Burgau, um daqueles sítios onde basta estar-se para se estar bem

28 November, 2011

Projecto 4 - Teresa Tavares

A coisa gira de ter um blog é poder (também) dar espaço a pessoas que admiro. Assim, todas as segundas-feiras o Menina Rapaz abre a porta e desafia alguém a escolher 4 coisas que o inspiram.

A convidada de hoje é a Teresa Tavares, actriz. Faz televisão e teatro, mas actualmente podem vê-la também no filme português do ano: Sangue do Meu Sangue de João Canijo, que recebeu o Grande Prémio do Júri no Festival Caminhos do Cinema Português, bem como o Prémio da Crítica no Festival de San Sebastian. É o resultado de um processo de trabalho muito intenso e absolutamente apaixonante que me fez reflectir muito sobre o cinema, sobre as pessoas e, enfim, sobre 'isto de ser actriz'. Foi também o meu primeiro trabalho em cinema com o João Canijo, diz a Teresa. E agora vejam as lindas imagens que ela escolheu para ilustrar as quatro coisas que a inspiram. Mas que bem.

























1. Os Passos em Volta, do Herberto Helder
2. Viajar
3. O Pierrot le Fou, do Godard


4. O Mar
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