13 October, 2011

Cidade do Cabo

Apartamento na Cidade do Cabo (mais aqui)

Do Optimismo

Ontem a minha amiga Lina escreveu este texto sobre o optimismo, que é um tema que me interessa muito. Li-o uns minutos antes de ter chegado à conclusão que hoje precisava mesmo de deixar aqui esta música.

Mind The Gap

12 October, 2011

Camille Paglia

Acontece-me, tantas vezes, querer traduzir aqui o entusiasmo que sinto pelas coisas que leio e depois sentir-me incapaz de condensar essa imensidão nos posts que escrevo. Isto a propósito de  Sexual Personae: Art and Decadence from Nefertiti to Emily Dickinson de Camille Paglia, que termino agora de ler. O livro é exactamente como achei que seria: monumental, polémico, erudito e ao mesmo tempo cheio de disparates.
I argue that Judeo-Christianity never did defeat paganism, which still florishes in art, eroticism, astrology and pop culture, argumenta ela no prefácio. E que maravilhosa proposta de tese é esta. As páginas seguintes são uma gigantesca viagem pelos movimentos artísticos (com grande enfâse nos movimentos literários) que definem a cultura ocidental. Pena é que Paglia, discipula de Harold Bloom*, partilhe o desdém deste pela cultura francesa e alemã. Mas apesar dos defeitos que a obra possa ter, leiam. Não prometo que vá mudar a vossa vida, mas vai fazer-vos pensar.
*A obra de Paglia deixa O Cânone Ocidental de Bloom (escrito posteriormente) a milhas. Embora as propostas de trabalho de ambos sejam diferentes, os dois autores acabam por analisar as obras fundamentais que definem o culturalmente o ocidente.

É mais ou menos isto

Bette Davis lê o jornal.

Sobre a Importância dos Sapatos

(Imagens roubadas ao Alfaiate Lisboeta)

11 October, 2011

Kim Wilde

A man has free choice to the extent that he is rational, escreveu São Tomás de Aquino. Voltamos à questão do livre arbítrio. O que se passa aqui é que Kim Wilde - fazendo suas as palavras das Supremes - torna-se irracional pelo amor e incapaz de perceber a sua capacidade de tomar decisões. Set me free, why don't you babe? get out my life, why don't you babe?, pede ela.
Que dramatismo. Kim Wilde precisava de ter lido mais São Tomás de Aquino.
(segundo post sobre alguém chamado Wilde hoje. Pura coincidência, garanto.)

Wilde na Moda Lisboa

Este fim-de-semana Oscar Wilde foi à Moda Lisboa e declarou: Fashion is a form of ugliness so intolerable that we have to alter it every six months.
(Dawid Tomaszewski, designer polaco, percebeu o que Wilde quis dizer e não se pôs com invenções passíveis de alteração. Foi directo Grécia Antiga buscar inspiração.)

Local de Trabalho #11

Este é o estúdio de fotografia de Mark Borthwick... em Brooklyn. Nice. (mais aqui)

10 October, 2011

Nova Iorque vista do céu

Mais aqui.

Projecto 4 - Hélio Morais

A coisa gira de ter um blog é poder (também) dar espaço a pessoas que admiro. Assim, todas as segundas-feiras o Menina Rapaz abre a porta e desafia alguém a escolher 4 coisas que o inspiram.

O convidado de hoje é Hélio Morais, músico e baterista de - nada mais nada menos - três bandas nacionais: Linda Martini (vejam-nos aqui em Paredes de Coura a partir tudo), PAUS (com disco novo a sair em Novembro) e If Lucy Fell. Tudo bandas boas, daquelas que vale mesmo a pena ouvir e, sobretudo, ver ao vivo. Em relação ao Projecto 4 diz: "Não te consigo responder taxativamente quais são as quatro coisas que mais me inspiram ou inspiraram. Ando na rua de olhos abertos e tento absorver todas as pequenas coisas. Por vezes inspiram-me, por vezes permitem-me simplesmente sonhar de olhos abertos, abstrair-me de mim". E é essa mesmo a ideia do Projecto 4.
(E a maravilhosa foto aí em baixo foi tirada pela Adriana Boiça Silva)














1. A luz de Lisboa
Vivo perto do Adamastor e por isso tenho o privilégio de ver um nascer do sol lindo. E um recolher também. É um lugar-comum? É!  É bonito e redondinho? É! Mas mais do que qualquer uma destas coisas, é verdade. E as coisas verdadeiras não deixam de ser bonitas por serem do senso comum.
























2. O carinho que as pessoas dedicam aos artistas que admiram
Quando se cria pela simples necessidade de se criar, pela sensação de vida que isso possa trazer, ou pela realização pessoal, nunca se pensa de que forma isso pode tocar noutra pessoa. É incrível a sensação que se tem ao se perceber que se causa impacto na vida (um simples momento, uma decisão, um dia, etc.) de uma pessoa que nunca se conheceu. E o momento da percepção disso mesmo é algo ainda mais inspirador. O vídeo que deixo a seguir, é um desses momentos.

3. As pessoas
Gosto de as olhar, ainda que por vezes possa ser inconveniente. Não o faço com o intuito de as deixar desconfortáveis ou de as confrontar. Faço-o simplesmente porque me cativam os gestos, as expressões, as palavras que não ouço, os sorrisos, os amuos…
Não me proponho a concluir nada. Ainda hoje estou a aprender a compreender-me a mim próprio, por isso não ouso sequer ter a arrogância de achar que compreendo os outros.
Uma das pessoas que mais me fascina, costuma estar de braço estendido na Rua Garret, em Lisboa. Se fosse realizador de cinema, certamente faria questão de a ter num filme. Os olhos têm qualquer coisa. Aliás, toda a expressão facial.
























4. Música
Por todas as razões óbvias e mais algumas.
Deixo uma de que gosto muito. Intemporal.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...