11 November, 2011

Introdução à Música Alternativa - Lição 01

Então vamos lá com calma, que ninguém disse que isto ia ser fácil. A primeira música desta série é dos Girls e tem 6:37 min. e não os 3:30 min. habituais. Só por isso já não dá para passar na maioria das rádios. Gosto dela porque consegue ser simultaneamente lenta, agressiva, doce e épica. Como o amor. E esta é uma música de amor. Não precisam de ouvir tudo. Mas ouçam a partir dos 4:24. Lindo, não é?

Cartões de Visita

É bom quando recebemos bonitos cartões de visita. Como estes.

O Rock Institucional

Se a arte no século XX pudesse assumir duas formas seria o cinema e a música rock. Claro que todas as outras continuaram a existir, mas nenhuma se massificou e profissionalizou ao nível destas duas.  A elas coube captar o século da democracia, da emancipação, das grandes guerras, da igualdade e das ideologias. O cinema e o rock são a arte ao alcance de qualquer um: estão nos centros comerciais, na televisão, na rádio. São eles que captam o nosso quotidiano e o sublimam.
Mas, se no início a música rock, como outras formas de arte inovadoras, lutou para ganhar o seu espaço – e nesse confronto com outros géneros musicais e formas de arte se fez ela própria arte – hoje a situação é diferente. Nos dias que correm, o rock tornou-se um grande negócio. Foi engolido pela pop e institucionalizou-se. Tornou-se arte ao serviço da lei de mercado. Os que o praticam acomodaram-se (e deram origem ao conceito de “rock star” e de "pop star") e nesse conforto, perdeu-se o lado rebelde e poético. A música que dá lucro não arrisca e, quem não procura coisas um bocadinho diferentes, passa a manhã no carro a ouvir os mesmos refrões e as mesmas batidas sem distinguir bem se aquele single é novo ou é de há cinco anos. Provavelmente será um remix.
(em baixo: The Beatles nos anos 60)

Lifestyle

Para quem gosta de ver casas alheias (eu! eu! eu!) aqui fica um site que mostra casas giras de gente comum. Mas é aquele comum a atirar para o espectacular, se é que me entendem. Vejam em baixo e mais aqui.

10 November, 2011

A Sufragista

O período da Primeira República é dos mais interessantes na história do nosso país e é uma pena que o seu estudo seja tantas vezes abreviado. Nele se fizeram importantes avanços no caminho da laicidade do Estado e também dos direitos das mulheres. Vale a pena relembrar Carolina Beatriz Ângelo, primeira mulher a votar em Portugal. Em 1911, a sua inscrição nos cadernos eleitorais foi recusada, apesar de cumprir os requisitos:  tinha mais de 21 anos, sabia ler e escrever e era “chefe de família” pois sendo médica - foi a primeira mulher cirurgiã em Portugal - provia o seu sustento e o da sua filha.
Por sentença proferida a 28 de Abril, o juiz João Baptista de Castro mandou incluí-la nos cadernos eleitorais, considerando que excluir a mulher “de ser eleitora e ter intervenção nos assuntos políticos (…) só por ser mulher (…) é simplesmente absurdo e iníquo e em oposição com as próprias ideias da democracia e justiça proclamadas pelo partido republicano". Podem ler mais sobre a sua vida neste blog.
(Em baixo fotografada com Ana de Castro Osório, à esquerda, filha do juiz que proferiu a sentença que lhe permitiu exercer o direito de voto)

Onde vivem as bruxas

As soon as it was noon they saw a beautiful snow-white bird sitting upon a bough, which sang so sweetly that they stood still and listened to it. It soon left off, and spreading its wings flew off; and they followed it until it arrived at a cottage, upon the roof of which it perched; and when they went close up to it they saw that the cottage was made of bread and cakes, and the window-panes were of clear sugar.

Irmãos Grimm, Hansel and Gretel

Foi deste texto que me lembrei quando encontrei esta maravilhosa casa. Fotografada por Geneviève Bjargardóttir.

Este vestido

Para usar o Inverno inteiro. Mais aqui.

Doenças Crónicas

09 November, 2011

Cinco Coisas Sobre Mim

Quem segue este blogue sabe que gosto muito dos livros da Clarice Lispector, dos filmes do Woody Allen, de música indie, pintura flamenga e de casas suecas. Mas a minha vida não são só coisas sérias. E um dos meus guilty pleasures é o site da People Magazine, carregadinho de coscuvilhice ao mais alto nível. Uma das minhas rubricas preferidas é o Five Things You Don't Know About... em que revela cinco curiosidades sobre alguém. E porque, de vez em quando, me pedem que o blogue seja mais pessoal, aqui ficam cinco coisas sobre mim. (imagem daqui)
1. Eu roo as unhas...
e não há nada que me demova de o fazer.
2. Não digo palavrões...
...mas em 2004 publiquei um livro de ficção chamado Nómada que é quase só palavrões do princípio ao fim. Em 2007 escrevi outro quase sem palavrões, mas em compensação o título era bastante explícito. Chamava-se A Cabra Urbana.
3. Eu sinto-me adulta...
quando bebo um copo de vinho e ouço jazz enquanto preparo o jantar. Também me sinto incrivelmente pretensiosa. Mais ainda agora que escrevi isto no meu blog.
4. O homem mais sexy do mundo...
é o Julian Casablancas, vocalista dos The Strokes. Posso dizê-lo sem problemas porque a maioria das mulheres o acha horrível. Era muito chato se todas gostassem dele. 
5. Eu uso sempre maquilhagem...
e quando não o faço as pessoas dizem invarialmente que estou com um ar "muito cansado".

Antes de morrer, quero...

A artista plástica Candy Chang aproveitou um edifício abandonado em New Orleans e transformou-o numa obra de arte colectiva, convidando quem por ali passa a terminar a frase: "Before I die I want to..."
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