23 December, 2011

22 December, 2011

O Casal Arnolfini

Com certeza, com certeza, não se sabe exactamente quem era o casal deste retrato. Supõe-se que seria o mercador italiano Giovanni Arnolfini e uma das suas mulheres. Também não se sabe se, na altura em que foi pintado, ela estaria viva ou morta.  Ou mesmo se estaria realmente grávida como parece aos nossos olhos contemporâneos: poderia ser uma questão de moda, de ostentação ou até o expressar de um desejo de fertilidade futura. Há quem defenda que o quadro é uma homenagem póstuma à esposa, outros acreditam ser a celebração de um contrato de casamento. Eu como me inclino para a tragédia, defendo a primeira. Foi pintado em Bruges, no quarto do casal e o pintor Jan van Eyck assinou-o visivelmente (entre o espelho e o candeeiro) com um expressivo: Johannes de eyck fuit hic 1434 (Johannes de eyck esteve aqui 1434). No mesmo espelho, vê-se reflectido o próprio pintor numa antevisão do que seria (tcha-nan!) o famoso quadro de Velázquez, As Meninas.
(Suspiro). Que bonito.

A Dona de Casa Desesperada #2

E ainda no tópico "dona de casa retro", acho que Jane Amberg iria adorar o novo lookbook de Ulyana Sergeenko (mais aqui).

A Dona de Casa Desesperada

Gosto de uma tira do Quino em que a Mafalda diz que, ao longo da História, a Mulher não teve um papel, mas sim um pano. É claro que as coisas não são assim tão a preto e branco, mas isso levaria a uma longa conversa. Lembrei-me disto a propósito de Jane Amberg, mãe e dona de casa norte-americana, cuja vida foi capturada pela Life Magazine em Setembro de 1941 no Illinois. Os seus filhos chamavam-se Peter, Tony e Pamela. O marido era Gilbert.

Quatro coisas para o Natal

(Da esquerda para a direita)
1. Um Casio
2. God Is Not Great de Christopher Hitchens
3. Formas de silicone para queques (IKEA)
4. Uma viagem a Boston (não é preciso ser no outono)

20 December, 2011

Na floresta

Fotos tiradas daqui.

O Natal do Peter e da Lotta

Este é o Natal do Peter e da Lotta em casa da Tia Verde, da Tia Castanha e da Tia Lavanda. É um livro de Elsa Beskow que se passa na Suécia do início do século XX, antes do Pai Natal.

Sonhos de Natal

Tenho muitas opiniões, mas raramente as escrevo aqui. Porque são um bocado extremas e tenho medo de assustar os meus leitores que parecem ser gente pacata. Sou uma cobarde, portanto. Queria dizer-vos como foi positivo não ter comprado muitos presentes este ano, porque isso me deixou tempo, por exemplo, para passar hoje o dia na cozinha a fazer sonhos de Natal (uma receita aqui*). É distinguir o acessório do essencial. Mas é quase impossível dizer uma coisa destas sem estar tomar uma posição sobre o estado do país. Como somos pobres, desgraçados e austeros. A verdade é que uma das vantagens de não ver notícias na televisão é estas coisas passarem-me um pouco ao lado. Disse Iris Murdoch: the secret of a happy life are continuous small treats. Escolham então essas pequenas coisas que vos fazem felizes e façam-nas este Natal. É que com crise ou sem ela, esta é a única vida que temos.
(em baixo: imagem sem crédito tirada da internet)





































(* eu junto também fermento e açúcar)

19 December, 2011

Enigma

Li o Catch-22 quando tinha 22 anos. Tenho a certeza deste facto, porque escrevo o nome e o ano na primeira página de todos os meus livros e assim sei sempre a sua data de consumo. Quando o terminei, disse maravilhada que era "o melhor livro de sempre". Na verdade, nunca o reli. Posto isto, a minha questão é: podemos considerar um livro que nunca tivemos vontade de reler "o melhor livro de sempre"? Porque se assim fosse, não teria eu tido já vontade de lhe pegar outra vez?
(De qualquer forma, é um livro extraordinário. Tem frases assim: The Texan turned out to be good-natured, generous and likable. In three days no one could stand him. ).

Projecto 4 - Catarina Campinas Furtado

A coisa gira de ter um blogue é poder (também) dar espaço a pessoas que admiro. Assim, todas as segundas-feiras o Menina Rapaz abre a porta e desafia alguém a escolher 4 coisas que o inspiram.

A convidada de hoje é a Catarina Campinas Furtado, que foi minha colega na infantil e escola primária. Ui, aos anos que isto foi. Vive na Holanda há 17 anos, mas diz "sou e serei sempre de Lisboa". Foi bailarina, é coreógrafa e professora de dança. "Trabalho no Hofplein Rotterdam, onde cerca de 4000 crianças e adolescentes partilham a sua paixão pelo palco". Há 3 anos que é mãe de um rapaz. "Quando o Midas dorme, gosto de ler, ouvir música e ver filmes, de me perder na internet e de fazer Ioga ou Aikido. E agora ando numa de querer cantar num coro. E adoro conversar! Porque continuo a mesma tagarela que era nos tempos em que eu e a Joana andávamos na classe da Lena". Que bom tê-la esta semana no Projecto 4.

1. Amigos
Os que estão (por) perto e os que estão mais longe. Perder-me-ia sem eles... Sei que soa lamechas, mas é mesmo verdade!



2. Crianças
Têm a capacidade inata de viver (no) Aqui e Agora e relembram-me a importância de saborear o momento presente. E de fazer disparates! É tão bom fazer disparates de vez em quando.
(em baixo: "O Midas a inspirar-me disparatando")

3. Beleza e Autenticidade
Estou convencida de que são inseparáveis. Em pequenas coincidências, no sorriso de um transeunte, num simples vestido ou nas mais variadas formas de Arte, quando se manifestam, fazem-no lado a lado...
(em baixo: O Beijo de Auguste Rodin)

4. Harmonia em movimento
Sejam bailarinos em palco, o organizado caos de um átrio de estação, as notas de uma música, versos de um poema ou esculturas inanimadas. O que transmite harmonia, move-se. E move-me. Para mim, tudo é (mu)dança.

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