11 January, 2012

Guia Barato para Crianças em Lisboa

Dizem que estamos em crise. Não estamos nada. Crise passou a minha avó durante a II Guerra Mundial quando comprava açúcar e manteiga racionados. Mas adiante. A vida está, de facto, cara. Fiz um mini-guia de coisas baratas e boas para fazer com crianças em Lisboa.

Planetário de Lisboa
Aos domingos às 11 horas há sessão infantil grátis para crianças até aos 12 anos. Recomenda-se uma visita anual, porque eles gostam sempre e em todas as idades. Também é um bom pretexto para visitar o Mosteiro dos Jerónimos, mesmo ali ao lado. Grátis.

Parques infantis
1) O do Jardim da Estrela (que tem uma “aranha” enorme para trepar)
2) O do Campo Pequeno (que tem um brinquedo em que dois miúdos se sentam e fazem, com o próprio peso, subir e descer mutuamente. Tão popular que é quase preciso marcar hora)
3) O do Parque Silva Porto a.k.a. Mata de Benfica (que tem pouca gente e fica no meio das árvores). Grátis.

Parque infantil indoor
Småland do IKEA. Tem uma piscina de bolas com escorrega (uau), sítio para fazer desenhos e televisão. Pode-se deixar as crianças por um máximo de 1 hora enquanto mergulhamos de cabeça nas maravilhas da decoração sueca. Grátis.

Cinema
Fonte Nova é uma boa alternativa porque nunca esgota, não tem pipocas (o que pode ser uma desvantagem) e o som é baixo, portanto óptimo para crianças pequenas. É assim uma espécie de sala de estar com ecrã gigante. Os bilhetes também são mais baratos que outras salas: EUR 4,50 crianças e EUR 5,50 para adultos.

Jardim
O da Gulbenkian, que tem cantos e recantos, lagos, patos, cágados, rãs e peixes vermelhos. Os pais podem ler o jornal de sábado, os miúdos brincam à vontade. Na cafetaria do Museu come-se um bom brownie com natas por EUR 1,70.

Museu
No Berardo há actividades lúdico-pedagógicas para famílias ao fim-de-semana. Custam 2 euros por participante. Informações através do 213 612 800.

Monumentos
Lisboa é uma cidade linda. Subir ao Padrão dos Descobrimentos e vê-la de cima é grátis para crianças até aos 12 anos. Vê-la de Almada, subindo ao Cristo-Rei, custa 2 euros por criança até aos 8 anos.

Cacilheiro
Em inglês podem sempre dizer que foram dar um passeio num "Lisbon ferry", mas seja como for uma tarde de barco no Tejo ao fim-de-semana custa entre EUR 1,05 e EUR 2,95. Cortesia da Transtejo. O percurso não interessa, é ir de barco que os diverte.

Livros
As lindas histórias infantis da Sophia de Mello Breyner Andresen (A Menina do Mar, O Rapaz de Bronze, A Noite de Natal, etc.) vendem-se nas livrarias a preços variados entre 7 e 10 euros.

Cozinha
Fazer biscoitos com formas mantém-nos entretidos, vá, uma boa meia-hora. Farinha, manteiga, açúcar, ovos, formas de cozinha e deixá-los fazer sozinhos. Mesmo que façam mal. (Para uma receita mais sofisticada, experimentem isto)

Hollywood, 1939

Que delícia as sessões fotográficas de Hollywood nos anos 30 e 40 para jovens actrizes de cinema. Esta é de 1939 com Lana Turner que tinha 18 anos na altura. (fotos: Life Magazine)

Personal Jesus


88% dos americanos acreditam que têm uma relação pessoal com Jesus, que ele os ama individualmente. “Tratam-no como se ele vivesse com eles agora e como se falasse com eles sobre os seus problemas actuais”, diz Harold Bloom em entrevista à revista Harper’s (2011). É, portanto, um personal Jesus, alguém para “ouvir as nossas preces, alguém que se importa, alguém que está lá”. Que se encarrega dos pormenores quotidianos, da nossa vida afectiva, das nossas gripes, dos nossos exames de condução. E Bloom fala também da forma como esta personificação de Jesus serve interesses políticos e económicos, citando exemplos concretos em que os Presidentes americanos que se aconselham com Jesus, recebendo essa “validação divina” para as suas acções. Para Bloom, este Jesus é radicalmente diferente de Yahweh, o Deus hebreu do Antigo Testamento, que faz o que lhe convém, que é difícil e temperamental e, por isso, não se adequa à sociedade contemporânea ocidental.
Em baixo: Depeche Mode e Johnny Cash interpretam Personal Jesus. Escolham a versão que preferem. É pessoal.

10 January, 2012

Ter estilo é o novo preto

Mais gente com pinta aqui.

A vida dá muitas voltas

Paul Gauguin tocava piano. E falava francês. Embora a sua língua preferida fosse o espanhol, que aprendeu no Perú onde viveu até aos 7 anos com a mãe e com a irmã - o pai morrera na viagem. Também trabalhou na bolsa de Paris, durante onze anos, onde foi um corretor de sucesso. Depois casou com uma dinamarquesa, teve cinco filhos e mudou-se para Copenhaga. Finalmente, quando tudo correu mal, fugiu para a Polinésia francesa para se afastar da civilização, e então tornou-se o pintor que hoje conhecemos.

09 January, 2012

As escadas

Aqui estão as magníficas escadas do Musée Gustave Moreau em Paris. Mais aqui e aqui.

Projecto 4 - Inês Nogueira

A coisa gira de ter um blogue é poder (também) dar espaço a pessoas que admiro. Assim, todas as segundas-feiras o Menina Rapaz abre a porta e desafia alguém a escolher 4 coisas que o inspiram.

Fez parte das minhas resoluções de ano novo trazer mais bloggers ao Projecto 4 e, por isso, a convidada de hoje é a Inês Nogueira. É a autora do Caderno Branco, um belíssimo blogue que é o suporte que encontrou para “agregar muitas das coisas que me interessam na vida”. Lá encontram design, tecidos, família e lindas fotografias. A Inês é de Lisboa, designer de formação e tem duas filhas. Sobre este desafio diz que “afinal até foi fácil eleger quatro coisas que me inspiram”. Vejam em baixo as espectaculares imagens que enviou para ilustrar as suas escolhas.


















1. Mudar de casa
Há poucas coisas que me inspirem e me entusiasmem mais do que mudar de casa. Já o fiz umas doze vezes (ou treze... já não tenho paciência para contar). A perspectiva de transformar um espaço, de recomeçar do zero, de deitar fora o que está a mais e voltar (quase) ao princípio, enche-me de uma alegria de criança. Uma casa vazia, de preferência antiga e de paredes brancas, faz-me esquecer a trabalheira que é uma mudança. Adoro recomeços.
2. Acordar cedo
Foi uma das grandes mudanças que me trouxe a maternidade. A obrigação de acordar cedo, que eu achava uma chatice, passou a ser um prazer. Acordo cheia de energia e adoro a perspectiva de um dia inteirinho à minha frente. Imagino sempre que vou fazer umas cinquenta coisas, mesmo que já saiba que os dias não chegam para tudo. As manhãs são o tempo da grande esperança, em que é possível acreditar que tudo irá resolver-se e correr bem.
3. Cozinhar com quase nada
Parece um disparate, mas a verdade é que é quando tenho o frigorífico quase vazio que sou mais criativa a cozinhar. Quando faço um jantar apetitoso que põe toda a gente de boca aberta por ter sido feito com um resto de alface, dois ovos e três ervilhas (enfim, passo o exagero) sinto-me uma chef de renome internacional. É também por isso que admiro tanto a comida do Alentejo — manjares dos deuses feitos com pouco mais que pão duro, azeite e alho.





4. Ouvir as minhas filhas falarem francês
Ouvi-las falar outra língua para além da materna é como ver-lhes nos braços umas asas que lhes permitirão voar para onde mais lhes apetecer. Como se o horizonte se alargasse e elas tivessem a possibilidade maior de se tornarem verdadeiras cidadãs do mundo.



















08 January, 2012

"Coisas" de Morango e Framboesa

Estavam ridiculamente boas estas "coisas" de morango e framboesa que fiz hoje. Chamo-lhes "coisas" porque tinham massa de tarte, usei formas para queques e, basicamente, inventei a receita. Uma vez prontas, demoraram cerca de três minutos na bancada da minha cozinha, por isso foi difícil tirar fotos. E sim, tinham o ar tosco e imperfeito que vêem nas imagens. Pus ao lume morangos, framboesas, um pouco de água e açúcar e uma colher de maizena. Fiz a massa (farinha, manteiga, um bocadinho de açúcar), coloquei nas formas e levei ao forno. Depois enchi as "coisas" com o recheio de frutos vermelhos que tinha estado ao lume. Perdoem-me os puristas da gastronomia mas, bolas, esta foi a minha obra-prima culinária.


Arte de Rua

Mais coisas espectaculares aqui.

06 January, 2012

Introdução à Música Alternativa - Lição 06

Os americanos são muito competentes a fazer música. Em todos os géneros. Tocam bem, cantam ainda melhor. O nível é tão elevado que nem sei se o termo "banda de garagem" fará sentido lá. Podemos apreciar mais um género ou outro, mas a qualidade é quase insuperável. Por isso, ser indie é nos Estados Unidos. E aqui está o som da América em duas músicas.
A primeira é o novo single de Iron&Wine, nome artístico de Samuel Beam. Não deliro com tudo o que faz mas, lá está, tenho que admitir que o faz muitíssimo bem. A segunda é de Band of Horses, que não são na realidade música alternativa, mas que se lixe. Gostei muito do último álbum exactamente por isso: sabia à América das estradas largas e do espírito de liberdade. Podia ser de um anúncio à Ralph Lauren, mas é muito melhor. Foi com Evening Kitchen que abriram o maravilhoso concerto que deram há um ano em Lisboa. Ben Bridell canta: For me, this bottle of wine, Is to slow down my mind, And forget the things that I knew, I knew.

Passeio Matinal

Passeio matinal pelo site da galeria de arte nova-iorquina Bernarducci Meisel, paraíso hiper-realista. Em baixo, quadros de Charles Jarboe (óleo sobre tela).
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