05 February, 2012

Beira Alta

Fim-de-semana na Beira Alta. Aldeias em pedra, comida boa e muito frio.



04 February, 2012

Céu Nublado com Hipótese de Almôndegas

Tudo começou num Sábado de manhã na cozinha e com panquecas. Aqui ficam algumas ilustrações de Cloudy With A Chance of Meatballs, o livro infantil de 1978, que conta a história da cidade onde a comida caía do ceú. Eu sei, eu sei, é uma ideia maravilhosa. (não confundir com o filme recente com o mesmo título, que era baseado neste conceito, mas cuja concretização não foi a melhor).

Bichinhos da Seda

Cá em casa nasceram os primeiros bichos da seda, por isso suponho que - apesar das temperaturas escandinavas -  já se possa falar das colecções de Primavera. Esta é do Steve Alan. (Nota: ninguém disse que isto ia ser roupa fácil).

02 February, 2012

Agradecimento

Eu estou agradecida aos franceses que primeiro juntaram açúcar ao café no século XVII e às pessoas que inventaram as máquinas expresso. Eu estou agradecida pela minha saúde, pela minha educação e por ter podido escolher a profissão que queria. Eu estou agradecida por ter opções. Pela existência de collants opacos e por estar na moda usar óculos. Por existir ben-u-ron, epidural e licença de maternidade. Pela wikipedia e o corrector ortográfico do word. Por ter camisolas feitas de algodão e por poder usar leggings na rua como se fosse roupa a sério, quando sei que aquilo é simplesmente demasiado confortável para ser verdade. Por já não se arrancarem dentes a sangue frio, pela água canalizada, pelas estrelas cadentes em Agosto e pela costa vicentina. Pelos electrodomésticos e pelas pessoas com princípios. Pelas sestas, jantares fora e mensagens escritas. Pelos mergulhos e lençóis lavados. Eu estou agradecida por viver num país onde se preza o lazer e almoçar ainda significa parar uma hora para comer uma refeição quente. Mesmo durante a semana. Eu estou agradecida por essa grande descoberta que é o pão com manteiga. Pela existência de pessoas tão visionárias que acharam que as mulheres deviam votar. Por haver gente que sabe pilotar um avião, construir uma ponte e operar um coração. Pelos documentários da BBC Vida Selvagem e pelos heróis que querem salvar o planeta. Estou agradecida pelas coincidências e pelas coisas que não me contam com intenção de me proteger. Por ter vivido no estrangeiro. Pela música dos Beatles, dos Strokes e todos os êxitos pop dos anos 80. Por já me ter apaixonado à primeira vista. Por saber que a vida dá muitas voltas e que não há mal que sempre dure.
(Foto: Balões na Capadócia, National Geographic)

Manderley

Quando era mais nova, tinha a mania de reler os mesmos livros vezes sem conta. Sem exagero. Eu era capaz de ler o mesmo livro trinta ou quarenta vezes. Foi o que aconteceu com Rebeca de Daphne du Maurier, a história da rapariga que casa com um viúvo rico e vai viver para uma mansão (a famosa Manderley), onde é constantemente atormentada pelas recordações da primeira mulher do seu marido. Uau. Só não tem vampiros. No entanto, vi apenas uma vez o filme de Hitchcock inspirado na mesma obra. Ganhou o prémio da Academia para melhor filme em 1940. Lembrei-me a propósito dos Óscares.

Em Palco

As melhores fotografias de músicos e concertos estão neste blog com fotos de Vera Marmelo. Aqui reportagem do concerto de Orelha Negra no CCB em Janeiro de 2012.

01 February, 2012

Paris vs. Nova Iorque

Mais aqui e aqui.

Old Nick

Faltava um post sobre Marx, mas infelizmente nunca li O Capital. Se tivesse lido seria, indubitavelmente, uma pessoa mais interessante e poderia citá-lo de vez em quando para baralhar os meus oponentes durante aquelas infindáveis discussões sobre "De quem é a culpa da crise económica?" Mas, isto é o Menina Rapaz e portanto o que interessa aqui é que Marx gostava muito de pseudónimos e encorajava os filhos a chamarem-lhe Old Nick ou Charley. Verdade. Aliás, toda a família tinha alcunhas. Marx e a sua mulher Jenny tiveram sete filhos mas, em parte devido às dificeis condições em que viviam em Londres, apenas três raparigas chegaram à idade adulta. Destas, duas viriam a suicidar-se mais tarde. Happy families are all alike; every unhappy family is unhappy in its own way.
(Foto: Marx, Engels e as três filhas de Marx em 1860)


Os filhos favoritos

A questão do favoritismo começa, pelos vistos, nas próprias famílias onde aparentemente não somos todos iguais. Como, por exemplo, no episódio bíblico de Jacob que, por ter a preferência de sua mãe, recebeu a benção que pertencia por direito ao seu irmão gémeo Esaú (Genesis 27:2-13). Em baixo, Rebeca (a sua mãe) e Isaac (o seu pai) por altura do seu casamento, muito antes destas polémicas, imaginados por Rembrandt (The Jewish Bride, 1667)


31 January, 2012

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...