05 April, 2012

Introdução à Música Alternativa - Lição 10

Ainda não tinha dito isto e é importante: quando a música alternativa é boa, por vezes transforma-se em música pop. Ou será o contrário? Em baixo está um caso prático a ilustrar o que digo. No one in music is more culturally important than the dance-pop diva right now — Rihanna, Katy Perry, Gaga, Minaj, even Madonna's back — so naturally we've seen a parallel underground emerge, SPIN magazine dixit. "Runaway" é a música para noites de verão que se transformam em manhãs - embora eu não saiba o que isso é desde 1993.

04 April, 2012

Talentos

Estamos neste ponto de mimo: a nossa infância tinha prometido um futuro glorioso - seríamos grandes bailarinos, extraordinários pintores, políticos marcantes, actores em Hollywood. Crescemos e as coisas não foram bem assim. Precisamos então de um livro que nos assegure que apesar de tudo somos bons em alguma coisa, por mais insignificante que seja. Como eu que sou boa a fazer arroz de tomate, a descobrir informação na internet ou a fixar os dias de aniversário das outras pessoas. Verdade, ainda hoje sei de cor o dia de anos de muitos dos meus colegas da primária. Podíamos considerar isto uma espécie de psicose, mas é mais bonito chamar-lhe uma thing that I'm good at. (Post roubado a este blog)

Teorias Radicais

Tanta coisa interessante tem sido escrita sobre o futuro do mercado de trabalho. Que ele está a mudar, já todos percebemos, agora a questão é de que forma essa mudança e flexibilidade pode jogar a nosso favor. A propósito disto, esta TED Talk - que já é antiga - e que apresenta uma radical theory of working, foi das coisas que mais me fez pensar nos últimos tempos - e, se forem ao site deles, também é interessante ler os comentários feitos pelos utilizadores. Este é, sem dúvida, dos tópicos mais fascinantes do momento e merece mais do que a tradicional e árida abordagem económica. Precisava igualmente de um olhar filosófico, porque o mercado laboral e o desempenho profissional traduzem grande parte da nossa identidade e forma de viver dos últimos séculos.

03 April, 2012

Jardins

Que bonitos os jardins japoneses Kawachi Fuji na Primavera (daqui)

Música de Pequeno-Almoço

Mais um belo vídeo da banda que é conhecida pelos seus fabulosos telediscos (como este e este) e não tanto pela música.

Escândalo

Descubra as diferenças:
Quadro 01: Vénus dorme, diz Giorgione em 1510. 
Quadro 02: Vénus está acordada, diz Tiziano - que também tinha trabalhado no quadro anterior - em 1538.
Quadro 03: Vénus já não é Vénus, mas sim uma cortesã que causa escândalo nos salões de Paris do século XIX, diz ManetA imitação é o melhor elogio. 


02 April, 2012

Não Sei Cozinhar - Episódio 08

Não Sei Cozinhar é uma rubrica low-fi (e muito divertida de fazer) que estreia às segundas-feiras aqui no Menina Rapaz e em que eu desafio os meus amigos a revelarem as suas habilidade culinárias. 
A convidada de hoje é a minha amiga Lina Santos (do Quem Sai Aos Seus) que fez batota porque trouxe uma receita com leite condensado. Como é do conhecimento público, as receitas com leite condensado ficam sempre bem. Até uma feijoada melhora se tiver leite condensado por cima. Mas estou a perder-me. A Lina veio ensinar-me a fazer Tarte de Leite Condensado, uma receita que tem tanto de lendário, como de calórico. Depois de gravarmos o programa, comemos a tarte toda. Mas, atenção, era leite condensado magro - um produto paradoxal, que se equipara à hipotética invenção de azeite sem gordura. Cá está o vídeo que documenta a nossa experiência gastronómica. Já sabem, é comida de amigos para amigos. Ora vejam.


Ingredientes "Tarte de Leite Condensado"
1 pacote de bolacha Maria
100 gr de manteiga
2 colheres de sopa de leite
4 ovos
1 limão
1 lata de leite condensado

Quando a mãe era pequena

Esta é a capa do livro infantil que escrevi e que a Margarida Teixeira ilustrou. Porque as coisas fixes acontecem, ele vai ser publicado. Estou mesmo muito contente. Sai em Abril e, oportunamente, deixarei aqui o convite para o lançamento. 

01 April, 2012

Ano 2000

Em 1910, era assim que se imaginava o ano 2000. Confesso que a ideia de nos deslocarmos em máquinas voadoras era algo que eu também contava que acontecesse. (imagens daqui)

Autochrome

É pintura? É uma fotografia? São retratos em autochrome, tirados entre 1907 e 1919 por John B. Trevor.

Gaveta #3

O Táxi*
Ela andava sempre de táxi e os taxistas a adoravam. Entrava no carro, eles piscavam o olho ao colega do lado, porque ela era menina e tinha ar bem-comportado. Sentava-se, dava ordens. Vire à esquerda, contorne a rotunda, pare aqui, a máquina obedecia-lhe e ela sorria encantada, porque quando era pequena sonhava ser monarca absolutista. Luís XIV ou a Rainha de Copas, cortem-lhe a cabeça, diria ela e com a doçura de um ditador obrigaria todos a serem felizes. Ninguém ama mais o seu povo que um rei iluminado que força o seu país à limpeza e à excelência, pensava ela. Mas nasceu na época da democracia, onde todos falam e fingem que são iguais. Então, abandonou seus sonhos infames de infância, mas não sabia ser popular, porque se achava esclarecida. E Freud não diria nada desse complexo de superioridade, porque ele também, dissecando as perversões da nossa mente, se sabia melhor que os outros. Seus sonhos de criança renasciam no imperativo do táxi e, quando saía, o motorista esperava sempre um pouco para que ela acabasse de puxar a cauda do seu vestido comprido.
(texto de ficção não publicável, que estava na minha gaveta)
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