A atravessar uma fase Pré-Rafaelita. (Quadro: Flaming June de Frederic Leighton)
24 April, 2012
Juno Flamejante
Os Melhores Restaurantes Chineses
A comida chinesa nem sempre recebe o merecido destaque na hierarquia das cozinhas internacionais. Mas eu tenho a sorte de ser amiga do Sérgio Miguel, um verdadeiro especialista nesta área. Foi ele que preparou, em exclusivo para o Menina Rapaz, a lista dos melhores restaurantes chineses da zona de Lisboa. Grande ideia, não é? Comida chinesa de grande categoria e (quase sempre) a preços acessíveis. Porque há coisas que nem a Time Out vos diz.
Estoril Mandarim – A Liga dos Campeões dos restaurantes chineses. O dim-sum (comida a
vapor) só é servido ao almoço (tal como na verdadeira China) e é mais barato.
Isto é comida chinesa a sério (esqueçam o “porco doce” e o “família feliz”). Se
tiver bolsos compridos, prove a “sopa de barbatana de tubarão” e
o “pato à pequim” (esqueça todos os que já provou).
Yum Cha – A Liga Europa dos restaurantes chineses. Na relação entre qualidade e
preço ganha ao Estoril Mandarim: quase tão bom e bem mais barato. O dim-sum é
servido ao almoço e jantar. A não perder: “pães chineses com carne de porco e
mel”, “rolos de camarão e manga fritos”, “pato à cantonesa”, “arroz chao chao
Yang Zhou” (e o “Yang Zhou” faz toda a diferença) e “massa de arroz com vaca e
feijão preto picante” (crocante que só ela). Comida chinesa a sério a preços
mais em conta.
Grande Palácio Hong Kong – Parte da equipa do “Yum Cha” veio daqui, mas a qualidade
mantém-se. O dim-sum é igualmente servido ao almoço e jantar. O menu destes
dois restaurantes é bastante semelhante. A “sopa de galinha e milho” é óptima.
Si Hai
– De entre os restaurantes sino-europeizados, é dos melhores. Tanto na
qualidade como no preço. Tem um buffet com preços bastante convidativos, mas o
menu é melhor: com “crepe chinês”, “frango com ananás”, “pato à pequim” e “vaca
com molho de ostra” fica-se muito bem servido. Arrisque em duas especialidades da casa: "gambas com alho" (vêm assadas na chapa) e "gutai" (raviolis de uma mistura entre carne e vegetais).
Voltando
aos três primeiros, eis um guia para o “dim-sum” comum a todos eles:
- Har
Kau (raviolis de gambas)
- Siew
Mei (rolinhos de carne de porco e camarão)
- Chee
Cheong Fan (rolinhos de farinha de arroz. Podem ser simples ou recheados)
- Crepes
chineses (esqueçam o dos restaurantes sino-europeus. Estes são mais pequenos e
vêm em triplo)
-
Arroz com galinha enrolada em folha de lodão (sabor completamente diferente de
tudo o que já provou)
Desfrutem e bom apetite!
23 April, 2012
Só Deus Sabe
God Only Knows, dos Beach Boys, foi uma das primeiras canções comerciais a usar a palavra God no título. Em 1966, isto foi considerado um acto de coragem e alguma rebeldia - não que eu o saiba por experiência própria, mas porque está escrito na wikipédia. É interessante verificar a apropriação de conceitos religiosos na cultura pop. E embora haja muitas canções que falam de Deus - se não escrever Deus com maiúsculas, o corrector assinala como erro ortográfico - há realmente poucas que incluam a palavra no título. Na altura, pelos vistos, isso era algo quase inédito. A banda receou que a audácia fosse castigada e que o tema não recebesse airplay. Mas não foi. E dois anos depois, os Rolling Stones saíam-se com Sympathy for the Devil. Mas isso é outra história.
(Em baixo o original dos Beach Boys e a cover de Dale Earnhardt Jr. Jr.)
(Em baixo o original dos Beach Boys e a cover de Dale Earnhardt Jr. Jr.)
Latim
É aquela cena do Life of Brian em que o soldado romano corrige o latim do hebreu que escreve "romans go home" na parede.
21 April, 2012
No Mundo #3
O meu maior talento é
conhecer pessoas espectaculares. Algumas vivem em Portugal, outras estão
espalhadas pelo mundo. Nesta série convido os meus amigos distantes a enviarem
um conjunto de fotos que documente a sua vida lá longe. Hoje as imagens são do Martin Bušek, que nasceu em Praga, mas que agora vive e
trabalha em Dublin. Conheci-o há muitos
anos, como irmão de uma grande amiga minha (olá Bara!). O Martin é designer e uma excelente pessoa. Tão excelente que até nem me importo que me chame joaninha ou beruška (que é joaninha em checo). E isso é coisa rara.
1. Saturday walk in Marlay Park
2. Taken from the tram (Luas [speed in irish]) on the way to work
3. Dublin city bike
4. Detail of Dublin double decker
5. This is the sign of spring to me...
6. The house where my office is... on Northumberland Road
7. Someone is moving out again...
8. Best Paella in Dublin. Thursday farmer's market.
9. Grafitti on the ground near grand canal. It's the very first graffiti on this new pavement...
10. Grand canal is very popular as a jogging area
11. This is the irish wedding... 12. Village where we stayed for the wedding.
13 The food was very nice. Sea bass and roast beef
14. Some girl's shoes. She took them of before dance :)
20 April, 2012
Hora do Bolo
Acrobatas
Em ano de Jogos Olímpicos, aqui estão estas fotos magníficas de Jonathan Frantini de jovens acrobatas em Xangai.
Os Óculos e a Cidade
Men seldom make passes
At girls who wear glasses
At girls who wear glasses
Escreveu Dorothy Parker, que está na foto aí em baixo, com o ar inteligente e trabalhador que toda a mulher solteira ambiciona. Ultimamente tem sido assim a minha vida: eu e o meu computador. O meu computador e eu. Subindo a toda a velocidade a escada vertiginosa do sucesso. (Senti qualquer coisa de poético nesta frase, mas infelizmente não vou ter tempo para aprofundar).
19 April, 2012
Exclusividade
Estou com Marcião e nunca percebi essa insistência cristã em fazer suas as escrituras hebraicas, que foram agrupadas debaixo dessa denominação estranha de Antigo Testamento. Ambas as religiões têm em comum a defesa do conceito inovador de deus único e a rejeição veemente do sincretismo religioso, que se manifesta numa política de exclusividade religiosa. Contudo, as semelhanças terminam aí e entre Javé e o deus de Jesus não há pontos de contacto. Os cristãos aproveitam do Antigo Testamento apenas o que lhes convém, como se usassem uma bengala da qual não precisam, mas que lhes dá segurança. Voltando a Marcião, é dele a ideia de adoptar uma teologia totalmente cristã rejeitando os escritos hebraicos. Para tal compilou no século II um cânon inicial de textos sagrados, que incluia sobretudo as cartas de Paulo. O seu cânon e as suas ideias foram considerados hereges e Marcião expulso da Igreja. Mas este foi também o ponto de partida para a elaboração por parte da Igreja de uma lista de textos sagrados aceites, a.k.a. bíblia. O trabalho demoraria séculos e ainda hoje está aberto a discussão, com diferentes denominações cristãs a adoptarem textos diferentes. (e o novo da Norah Jones, já ouviram? Chama-se Happy Pills)
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