28 April, 2012

Bocca Baciata

Eu não posso falar de Bocca Baciata (1859) sem falar de Fanny Cornforth, que por sua vez exige referência a Dante Gabiel Rossetti, um dos fundadores do movimento pré-rafaelita na Inglaterra do século XIX. Porque a modelo de Bocca Baciatta é precisamente Fanny, que era empregada/governanta de Rossetti, com quem vivia também uma relação amorosa paralela a outros relacionamentos do artista. Rossetti teve outras duas importantes modelos: uma foi sua mulher, outra era mulher de um amigo seu, mas diz-se que Fanny foi a que pintou mais provocadora e sensual. A dada altura, porque ela ganhou peso, ele chamava-lhe "my dear elephant" e mandava-lhe desenhos de elefantes quando estavam longe um do outro. Por seu turno, o nome carinhoso que ela dava a Rossetti era "rinoceronte".


Viagem

Eu gostava mesmo muito de ir a Marrocos. (Fotos: National Geographic)





27 April, 2012

A Copiadora

Diz-se que ao escrever Rebeca nos anos 30, Daphne du Maurier plagiou a obra A Sucessora de Carolina Nabuco, escritora brasileira. O acontecimento provocou escândalo, mas não se traduziu em medidas legais. Pela mesma altura, du Maurier, que analisava manuscritos para uma editora inglesa, leu o romance The Birds de Frank Baker. Anos mais tarde publicaria a short story The Birds, que seria depois adaptada ao cinema por Alfred Hitchcock. Era uma escritora altamente influenciável.

Editorial

É um editorial de moda a fazer lembrar quadros flamengos do século XVI.







Alguém

O dia inteiro com George Gershwin na cabeça. Someone to watch over me.


25 April, 2012

Distracções

I recognize that everything I do, from my work to going to the movies to raising children to vacuuming, might also be viewed as just one big distraction— Hey, look over here! And now, over here!—from belaboring the real issue at hand: One day I’m going to die. 
Amy Krouse Rosenthal
(Foto: Joanne Woodward e Paul Newman distraem-se juntos)

Lembrança

Eu vi esta casa e lembrei-me logo de vocês.









24 April, 2012

Juno Flamejante

A atravessar uma fase Pré-Rafaelita. (Quadro: Flaming June de Frederic Leighton)

Os Melhores Restaurantes Chineses

A comida chinesa nem sempre recebe o merecido destaque na hierarquia das cozinhas internacionais. Mas eu tenho a sorte de ser amiga do Sérgio Miguel, um verdadeiro especialista nesta área. Foi ele que preparou, em exclusivo para o Menina Rapaz, a lista dos melhores restaurantes chineses da zona de Lisboa. Grande ideia, não é? Comida chinesa de grande categoria e (quase sempre) a preços acessíveis. Porque há coisas que nem a Time Out vos diz.



Estoril Mandarim – A Liga dos Campeões dos restaurantes chineses. O dim-sum (comida a vapor) só é servido ao almoço (tal como na verdadeira China) e é mais barato. Isto é comida chinesa a sério (esqueçam o “porco doce” e o “família feliz”). Se tiver bolsos compridos, prove a “sopa de barbatana de tubarão” e o “pato à pequim” (esqueça todos os que já provou).

Yum Cha – A Liga Europa dos restaurantes chineses. Na relação entre qualidade e preço ganha ao Estoril Mandarim: quase tão bom e bem mais barato. O dim-sum é servido ao almoço e jantar. A não perder: “pães chineses com carne de porco e mel”, “rolos de camarão e manga fritos”, “pato à cantonesa”, “arroz chao chao Yang Zhou” (e o “Yang Zhou” faz toda a diferença) e “massa de arroz com vaca e feijão preto picante” (crocante que só ela). Comida chinesa a sério a preços mais em conta.

Grande Palácio Hong Kong – Parte da equipa do “Yum Cha” veio daqui, mas a qualidade mantém-se. O dim-sum é igualmente servido ao almoço e jantar. O menu destes dois restaurantes é bastante semelhante. A “sopa de galinha e milho” é óptima.

Si HaiDe entre os restaurantes sino-europeizados, é dos melhores. Tanto na qualidade como no preço. Tem um buffet com preços bastante convidativos, mas o menu é melhor: com “crepe chinês”, “frango com ananás”, “pato à pequim” e “vaca com molho de ostra” fica-se muito bem servido. Arrisque em duas especialidades da casa: "gambas com alho" (vêm assadas na chapa) e "gutai" (raviolis de uma mistura entre carne e vegetais).

Voltando aos três primeiros, eis um guia para o “dim-sum” comum a todos eles:
- Har Kau (raviolis de gambas)
- Siew Mei (rolinhos de carne de porco e camarão)
- Chee Cheong Fan (rolinhos de farinha de arroz. Podem ser simples ou recheados)
- Crepes chineses (esqueçam o dos restaurantes sino-europeus. Estes são mais pequenos e vêm em triplo)
- Arroz com galinha enrolada em folha de lodão (sabor completamente diferente de tudo o que já provou)

Desfrutem e bom apetite!

23 April, 2012

Amarelo

Editorial de moda de 1958. (Foto: Condé Nast Archive).

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