16 July, 2012

A Infância dos Rapazes

A canção mais duvidosa dos The Shins tem direito a um vídeo novo que faz lembrar este livro e que por sua vez remete para a infância dos rapazes, que são tão puros e tão transgressores. No coração de um rapaz encontram-se as ideias nobres, a sensibilidade limpa, a verdadeira liberdade e a vontade de conhecer todos os limites. É o masculino ainda no estado dionisíaco, momentos antes de se tornar apolíneo (citando este senhor). E eu, que tenho um rapaz, não fico indiferente.


13 July, 2012

Praia, 1927

Nas praias da Costa do Sol em 1927. (Se ainda não foram aqui, não sabem o que estão a perder.)







Emancipada

As adolescentes tornaram-se mimadas e as mulheres começaram a sua emancipação no dia em que esta rapariga desconhecida pôs o seu pesado hennin (ou chapéu-campânula) e compareceu no estúdio de Petrus Christus, pintor flamengo. Talvez estivesse em Bruges para assistir ao casamento do século. Talvez não. Não se sabe. Petrus esperava-a para um retrato contido e ela prendeu o cabelo, amordaçou o queixo, deixou os braços amorfos. E, embora se fale muito da petulância do olhar, para mim é mesmo o beicinho nos lábios que faz a diferença. 

12 July, 2012

O meu emprego

01. Tenho uma cadeira fabulosa, que o target dos 15/20 descreveria como like a boss. E eu respondo: like a boss, indeed.

















02. Os meus colegas usam ténis, temos os headphones mais fixes daquela rua, os teclados são coloridos e fazem coisas espectaculares.
03. Alguém se esqueceu de uns lindos óculos numa mesa há alguns meses. Sempre que olho para eles suspiro, mas são demasiado graduados para mim.
04. A minha secretária é uma confusão de papéis e post-it que me tranquiliza.






05. Um dos tapetes combina com os meus calções havaianos.

Programação

Voltamos à programação habitual, onde eu vos mostro a casa que todos gostávamos de ter. Podem ficar a conhecer melhor esta aqui.




09 July, 2012

O Triunfo dos Alemães

Ah, o bigode de Nietzsche pode nunca ter tido o destaque merecido na história da cultura ocidental, mas a sua filosofia tornou-se mais popular que nunca - ou então não, afinal eu não conheço bem a história do pensamento contemporâneo. Agora que em Portugal faz furor o tão americano optimismo forçado (yes, we can e outras frases feitas) fiquem sabendo que o que se vai usar no Outono/Inverno é o retorno ao pessimismo de Schopenhauer, que Nietzsche recupera parcialmente. A propósito do fim do pensamento positivo, vejam o trailer deste livro.



Metro

Saudades de andar de metro em Lisboa nos anos 50. 
(Fotos: Metro de Lisboa, Saldanha, 1959, encontradas nesta biblioteca que é um manancial de coisas boas).


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