01 August, 2012
30 July, 2012
Leitura de praia
Emma Bovary c'est moi, disse Gustave Flaubert em 1857 para defender a sua obra contra as acusações de imoralidade nos tribunais franceses. Nem todos seremos Madame Bovary, mas há muito de actual na mulher entediada, sonhadora e ambiciosa que Flaubert imaginou. Os mais afortunados de entre nós vão saber reconhecer a teia de mentiras que Emma tece e a forma leviana com que ela administra a sua vida financeira. Podíamos ser nós e, às vezes, somos mesmo nós.
Encontrado na biblioteca da minha avó que simplesmente não consigo imaginar a ler este livro - ou então a fazê-lo meio distraída, mas abanando constantemente a cabeça em sinal de negação. Excelente para ler entre dois mergulhos e uma bola de Berlim.
(Em baixo, a edição original de Madame Bovary, 1857)
28 July, 2012
24 July, 2012
Praias portuguesas
Gray Malin fotografou praias de todo o mundo vistas de cima. Duas destas fotos são de praias portuguesas. Saibam quais aqui.
Summertime Sadness
Primeira parte: O Verão é cruel, porque todos os verões são iguais. Em todos os verões sou outra vez adolescente, todos os verões tenho outra vez vinte anos, em todos os verões há a mesma espera, as mesmas tardes de calor, as mesmas cigarras, os mesmos óculos de sol, as mesmas noites abafadas, o mesmo silêncio na cidade, a fuga e o regresso. No Verão a vida repete-se. Todos os verões são como o primeiro. Summertime Sadness.
Segunda parte: Eu espero não me arrepender disto, mas vou deixar aqui um vídeo da Lana del Rey. A Lana apareceu no Verão passado. Achei piada. Pelo Outono tinha-se tornado vulgar, a artista da moda. Não voltei a pensar nela. Até ver isto, mas sobretudo agora com Summertime Sadness. Não espero nada dela agora, mas valeu de novo por este bocadinho. A Lana também sabe o que é a nostalgia do Verão, como se algum dia tivesse sido adolescente e morado em Lisboa.
21 July, 2012
A Família Veio Visitar
Eu acho que nunca aqui falei da Cynthia Rylant e a verdade é que eu gosto muito dos livros da Cynthia Rylant. Como este, que fala de uma família que vem muito longe passar o Verão com o resto da família (ui, tanta repetição). Os desenhos são parte do encanto do livro e foram feitos pelo Stephen Gammell.
(Para fotos não desfocadas, vejam aqui)
20 July, 2012
As mentes nobres
É só um parágrafo dos sete volumes de Em Busca do Tempo Perdido, mas fala da bondade estéril e cruel das pessoas que nunca erraram. Diz assim:
I know that there are young people, the sons and grandsons of distinguished men, whose masters have instilled into them nobility of mind and moral refinement from their schooldays. They may perhaps have nothing to retract from their past lives; they could publish a signd account of everything they have ever said or done; but they are poor creatures, feeble descendants of doctrinaires, and their wisdom is negative and sterile. We do not receive wisdom, we must discover it for ourselves, after a journey through the wilderness which no one else can make for us, which no one can spare us, for our wisdom is the point of view from which we come at last to regard the world.
(Em baixo: retrato do artista enquanto jovem, Marcel Proust em 1887)
17 July, 2012
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