11 August, 2012

06 August, 2012

Depois da piscina

Ms. Monroe na piscina sem maquilhagem (1955, Milton Greene)

Pistolas de água

Isto das férias tem alguma coisa que se lhe diga. Porque houve um tempo em que as férias não existiam: as pessoas eram o que fazíam. A sua identidade era a sua profissão e a sua profissão media-se em termos da sua utilidade social: um carpinteiro era um carpinteiro, um elemento essencial na sua comunidade. No pós-revolução industrial isso mudou (há quem lhe tivesse chamado alienação). Deixámos de ser essa peça fundamental para uma comunidade, já não nos preenchíamos totalmente na nossa profissão e ficou na moda dizer que, no trabalho, ninguém é insubstituível. O individuo perdeu parte da sua identidade e para se voltar a encontrar, reclamou espaço para si. Criou-se então a necessidade do lazer. E as férias, claro. (As minhas tiveram até agora abrunhos, jogos olímpicos e pistolas de água) 





01 August, 2012

Férias

As minhas férias começam assim. São muito curtinhas, por isso até já.

Silly Season

Giro o styling desta colecção de acessórios.





30 July, 2012

Poster


Leitura de praia

Emma Bovary c'est moi, disse Gustave Flaubert em 1857 para defender a sua obra contra as acusações de imoralidade nos tribunais franceses. Nem todos seremos Madame Bovary, mas há muito de actual na mulher entediada, sonhadora e ambiciosa que Flaubert imaginou. Os mais afortunados de entre nós vão saber reconhecer a teia de mentiras que Emma tece e a forma leviana com que ela administra a sua vida financeira. Podíamos ser nós e, às vezes, somos mesmo nós.
Encontrado na biblioteca da minha avó que simplesmente não consigo imaginar a ler este livro -  ou então a fazê-lo meio distraída, mas abanando constantemente a cabeça em sinal de negação. Excelente para ler entre dois mergulhos e uma bola de Berlim.
(Em baixo, a edição original de Madame Bovary, 1857)

24 July, 2012

Praias portuguesas

Gray Malin fotografou praias de todo o mundo vistas de cima. Duas destas fotos são de praias portuguesas. Saibam quais aqui.








Summertime Sadness

Primeira parte: O Verão é cruel, porque todos os verões são iguais. Em todos os verões sou outra vez adolescente, todos os verões tenho outra vez vinte anos, em todos os verões há a mesma espera, as mesmas tardes de calor, as mesmas cigarras, os mesmos óculos de sol, as mesmas noites abafadas, o mesmo silêncio na cidade, a fuga e o regresso. No Verão a vida repete-se. Todos os verões são como o primeiro. Summertime Sadness
Segunda parte: Eu espero não me arrepender disto, mas vou deixar aqui um vídeo da Lana del Rey. A Lana apareceu no Verão passado. Achei piada. Pelo Outono tinha-se tornado vulgar, a artista da moda. Não voltei a pensar nela. Até ver isto, mas sobretudo agora com Summertime Sadness. Não espero nada dela agora, mas valeu de novo por este bocadinho. A Lana também sabe o que é a nostalgia do Verão, como se algum dia tivesse sido adolescente e morado em Lisboa.



21 July, 2012

A Família Veio Visitar

Eu acho que nunca aqui falei da Cynthia Rylant e a verdade é que eu gosto muito dos livros da Cynthia Rylant. Como este, que fala de uma família que vem muito longe passar o Verão com o resto da família (ui, tanta repetição). Os desenhos são parte do encanto do livro e foram feitos pelo Stephen Gammell.
(Para fotos não desfocadas, vejam aqui)





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