Voltamos à programação habitual, onde eu vos mostro a casa que todos gostávamos de ter. Podem ficar a conhecer melhor esta aqui.
12 July, 2012
09 July, 2012
O Triunfo dos Alemães
Ah, o bigode de Nietzsche pode nunca ter tido o destaque merecido na história da cultura ocidental, mas a sua filosofia tornou-se mais popular que nunca - ou então não, afinal eu não conheço bem a história do pensamento contemporâneo. Agora que em Portugal faz furor o tão americano optimismo forçado (yes, we can e outras frases feitas) fiquem sabendo que o que se vai usar no Outono/Inverno é o retorno ao pessimismo de Schopenhauer, que Nietzsche recupera parcialmente. A propósito do fim do pensamento positivo, vejam o trailer deste livro.
Metro
Saudades de andar de metro em Lisboa nos anos 50.
(Fotos: Metro de Lisboa, Saldanha, 1959, encontradas nesta biblioteca que é um manancial de coisas boas).
06 July, 2012
Sabedoria
If man were wise, he would gauge the true worth of anything by its usefulness and appropriateness to his life, escreveu Montaigne. É a velha distinção entre inteligência e sabedoria. Eu, por exemplo, vivo numa cidade inteligente, mas não sábia. Uma cidade complexa. Sofisticada. Mas não necessariamente feliz. São estradas e transportes, restaurantes, e-mails e reuniões, espírito de iniciativa e entusiasmo. E depois psicanalistas, medicamentos e ginásios. O vídeo aí em baixo recupera essa nostalgia pela vida campestre, pela vida simples, a ausência de horários, gráficos, metas e meios de transporte. É do site Tiger In A Jar.
04 July, 2012
03 July, 2012
Hits de Verão
Banda sonora para o calor. O que é nacional é bom.
Cidades Desertas
As maravilhas da tecnologia permitem imaginar cidades desertas. Um projecto fotográfico de Lucie & Simon.
02 July, 2012
Pedagogia
Pela pedagogia interessava-se aparentemente Pierre Eyquem, Seigneur of Montaigne, pai de Michel de Montaigne, o grande filósofo. Pierre foi um pai tão esmerado que programou detalhadamete a infância do seu filho. Quando Montaigne tinha algumas semanas de idade, transferiu-o para uma modesta casa de camponeses para que ali fosse educado até aos três anos. Quando
Montaigne regressou ao castelo da família, o pai determinou que o latim seria a sua primeira língua. Assim, contratou um perceptor que falava apenas latim. Toda a família e criados tinham obrigatoriamente que falar com ele na mesma língua. Para que a vida da criança fosse bela e estimulante, todas as manhãs
Montaigne era acordado pelo som de um instrumento. E, nos seus passeios, era muitas vezes acompanhado por um músico, de forma a combater os momentos de aborrecimento. Aos seis anos,
Montaigne ingressou num prestigiado colégio interno, tendo aos 13 cumprido todas as exigências curriculares. Depois, decidiu estudar Direito e a sua vida tornou-se relativamente banal. Mas a infância, essa, foi fabulosa.
(Quadro: Montaigne e a sua grande testa pintados no século XVII por um ilustre anónimo)
(Quadro: Montaigne e a sua grande testa pintados no século XVII por um ilustre anónimo)
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