31 October, 2011

Livro de Cabeceira

Sei Shonagon foi cortesã ao serviço da Imperatriz Teishi no século X. O Livro de Cabeceira de Sei Shonagon é uma obra deliciosa que consiste na compilação de pequenos episódios sobre a sua vida na corte japonesa há mil anos: poemas, listas, momentos, etc.
(Em baixo: retrato de Sei Shonagon do século XIX da autoria de Utagawa Kunisada)

Charlotte Taylor #2

A colecção de Charlotte Taylor para a Anthropologie.

Projecto 4 de folga

O Projecto 4 hoje está de folga, mas convido-vos a rever as 4 coisas que inspiram a Raquel Bulha, Artur In The Woods, Hélio Morais, Ana Serafim, Carla Hilário Quevedo, David Fonseca, Carmo Loureiro, Ana Bacalhau, Hugo Gonçalves e Maria João Lourenço (para dizer apenas os 10 últimos) clicando aqui.
E para a semana há mais.

30 October, 2011

Pulseiras de Plástico

Quando era miúda tive dúzias de pulseiras como as duas de plástico que esta senhora está a usar (corações e estrelinhas).

Post sobre a Grécia #3

Mais um lindo quadro de John William Godward.

Post sobre a Grécia #2

The male orientation of classical Athens was inseparable from its genius. Athens became great not despite but because of its misogyny, escreve Camille Paglia em Sexual Personae: Art and Decadence from Nefertiti to Emily Dickinson (1990)

Tau. Esta doeu. E faz pensar.

Strike a pose, responde Madonna.


Post sobre a Grécia #1

Imagens de uma viagem Grécia, encontradas aqui. Tive uma mochila igual às da primeira foto, comprada mesmo ao lado do Parthenon.

29 October, 2011

Waffles de Outono

No Outono sabe bem juntar à massa das waffles um pouco de granola (mistura de cereais que se vende em qualquer supermercado).
No produto final (ver foto 3 que tem por cima doce de framboesa) quase não se nota a granola. Só muda o sabor.

28 October, 2011

Na DIF

Este mês colaborei com a revista com mais pinta de Lisboa, a DIF. É grátis e anda por aí (também podem ler online aqui). Escrevi sobre os Givers e aqui está o meu texto:

Joana Cabral
Produtora televisiva
Givers
“In Light”

Vale a pena começar o Outono
ouvindo um disco de Verão. “In
Light”, a estreia dos Givers num
longa-duração (depois de um EP em
2009), é uma viagem luminosa por
vários géneros musicais – afrobeat,
folk, indie-pop – num disco que
nos atira para o sol. O quinteto,
originário do Louisiana, aposta na
percussão e em melodias felizes e
inesperadas, que se adivinham saídas
de frequentes sessões de improviso.
Este poderia ser um álbum caótico,
mas é melhor chamar-lhe um
disco plural ou um disco colectivo,
onde se misturam diversas vozes,
instrumentos e estilos. É nessa
aparente confusão de ritmo e energia
que melhor se define a identidade da
banda. Os Givers não nos oferecem
algo completamente novo, mas sim
o conforto da música bem feita, bem
produzida e convincente. É isso
mesmo. Razões mais que suficientes
para não os perder de vista em 2011.

(Glassnote 2011)

A Professora de Filosofia

A vida de Simone Weil foi tão contraditória, que se torna fascinante. Foi simultaneamente filósofa e activista social. Nasceu numa família judia, mas foi no Cristianismo que desenvolveu o seu lado místico. Foi uma criança brilhante, uma aluna excepcional. Mais tarde abandonou a sua posição como professora de Filosofia para trabalhar nas fábricas francesas durante os anos 30 e conhecer de perto as condições dos trabalhadores.
Durante a Segunda Grande Guerra, enquanto residia em Inglaterra como membro da Resistência Francesa, comia apenas o que achava que era permitido aos seus compatriotas que habitavam as zonas ocupadas pelos alemães. Debilitada por anos de privações, viria a morrer aos 34 anos num sanatório inglês.
(Na foto, sentada entre professoras de Filosofia em França. Á esquerda, de óculos)

Quatro coisas


De cima para baixo: o anel da minha avó, a cor do tronco dos eucaliptos no Outono, estas abóboras e este lindo penteado encontrado aqui

Cinco dos The Strokes

Há lá coisa melhor num dia de Outono do que escolher cinco músicas dos The Strokes?
Cá estão elas todas de seguida:

26 October, 2011

Estrelas Pop

And thus at the heart of the Middle Ages arises the most highly perfected image of woman propitious to man: the countenance of the Mother of Christ is framed in glory. She is the inverse aspect of Eve the sinner; she crushes the serpent underfoot; she is the mediatrix of salvation, as Eve was of damnation.
- escreve Simone de Beauvoir em The Second Sex.

Pois é. E não têm feito outra coisa as estrelas pop de hoje em dia senão jogar com essa dicotomia feminina: pureza vs. pecado, para se apresentarem como rebeldes e transgressoras.

(Nesta "Anunciação" de Fra Angelico do século XV encontramos no plano principal Maria, na tal pureza impossível que a caracteriza, e do lado esquerdo Eva - com Adão - a ser expulsa do Paraíso).


Nice



Encontrado aqui

Música de pequeno-almoço

Bombay Bycicle Club.

25 October, 2011

Queques e Cocktails

Pessoas que se vão casar: aproveitem para fazer uma refeição divertida após a cerimónia (mais aqui)

Cinco dicas para blogs


Comecei este ano o Menina Rapaz. Aqui vão 5 coisas que aprendi sobre blogs nestes meses:

  1. Frequência
Um blog a sério é um emprego em part-time. Porque o fazemos para nós, mas sobretudo para os outros. Para o manter vivo os posts devem ser frequentes e a diversas horas do dia, de forma a apanhar madrugadores, noctívagos, gente que está aborrecida a meio de um dia de trabalho, etc. e oferecer sempre conteúdo fresco e recente.

  1. O melhor
O que publicamos deve ser sempre o melhor possível. Parece óbvio, mas não é. O conteúdo do blog deve entusiasmar e inspirar quem o lê. E fazer com que as pessoas queiram voltar. Para isso tem que ser original, diferente e trazer algo de novo. Daí que, no meu caso, a maior parte do tempo seja perdido em pesquisa. E mais pesquisa. (O “melhor” significa também um layout bonito: less is more de forma a que o conteúdo não se perca no meio de designs muito intensos).

  1. Dar crédito
Muitas vezes usamos fotos ou conteúdos de outros blogs. Quando o fazemos e lhes damos crédito estamos a gerar visitas para as pessoas que publicaram originalmente aquele conteúdo. E, mais cedo ou mais tarde, alguém nos dará crédito por algo que descobriu no nosso blog, gerando visitas para nós. É o bom karma blogueiro. E é assim que se mantém uma blogosfera dinâmica e saudável. Partilhar não é sinónimo de roubar.

  1. O meu blog preferido
Quando comecei o Menina Rapaz quis fazer um blog que eu gostasse de ler. Queria que fosse positivo e que desse algo em que pensar. E antes de fazer um post é sempre nisso que penso: se eu lesse isto num blog, iria achar graça? O nosso blog deve ser um dos nossos sites preferidos.

  1. Pessoal
Esta é difícil, porque é complicado manter um blog com um carácter pessoal e, ao mesmo tempo, não dizer demasiado sobre a nossa vida. Mas regra geral, há certas coisas que só os nossos amigos e família devem saber e que não há necessidade de revelar ao mundo.

Anos 60

Foto de Joan Baez e Bob Dylan e do seu romance conturbado nos anos 60.

24 October, 2011

Tutorial de Cabelo

Que lindo penteado (encontrado aqui)

Filosofia Musical #2


















































Mais aqui

Projecto 4 - Raquel Bulha

A coisa gira de ter um blog é poder (também) dar espaço a pessoas que admiro. Assim, todas as segundas-feiras o Menina Rapaz abre a porta e desafia alguém a escolher 4 coisas que o inspiram.

A convidada de hoje é a Raquel Bulha, que conduz dois programas na Antena 3: A Hora do Sexo com o Quintino Aires (que podem ouvir diariamente às 11h20m e às 17h40m) e o Planeta 3, um programa dedicado à "música do mundo" (aos sábados e domingos 21h/22h). Também dá voz a alguns programas com transmissão nos canais por cabo. Se quiserem saber mais sobre a mulher disse que este blog tinha "muita pinta" (tenho provas), podem fazê-lo aqui. Mas depois voltem para conhecer as 4 coisas que a inspiram.















1. Lisboa Mulata
Não me identifico com os “livros da vida”, “filmes da vida”. Tudo tem o seu tempo e o meu, impreterivelmente, está sempre a mudar. Ando a ouvir o último disco dos Dead Combo, música que envolve, retoca, mexe e remexe. Bem bom de ouvir.

2. A crise
É como a “Morte” nas cartas de Tarot. Parece mesmo muito, muito mau mas, analisando com mais atenção… é mau! Mas também dará lugar a novas conquistas e venturas. Há um paradigma que precisa mudar (esta palavra persegue-me) e, regra geral, isso acontece quando estamos em crise, quando algo nos faz pensar, para além de coexistir. Pensar… sem demora mas pensar… pensar.






























3. Ferro
O amor, recorrente em qualquer criação artística mas aqui… aqui está carregadinho de delicadezas e inevitabilidades que nos faz crer ser a primeira vez que estamos a ver um filme sobre o amor. O Kim Ki-duk é que sabe.





















4. Os meus filhos
Amor incondicional recíproco.

23 October, 2011

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